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ATL: All Downhill From Here
Data: 11 de Janeiro 2008
Fonte: altpress.com
Tradução: Pris e pdrz

    ALL TIME LOW saiu do nada (ok, de Maryland) como apostadores na próxima loteria do pop-punk. Produtores de grandes nomes? Enorme pressão? Dominação do mundo? Isso é crescer em público.

    O Departamento de Educação Estadual de Maryland exige que todos os estudantes do ensino médio completem 75 horas como voluntários antes de se formarem. São chamadas de horas de aprendizagem. Alguns estudantes as usam para melhorar suas comunidades; alguns procuram créditos para projetos escolares exaustivos; e outros escolhem alternativas mais ausentes.

    "Eu realmente não fiz nada", admite o líder do All Time Low, Alex Gaskarth, corando. "Havia pessoas que construiam rampas para cadeiras de rodas ou limpavam os parques, mas eu nunca fiz nada do tipo e de algum jeito eu ainda consegui completar as horas. Meu coordenador era legal."

    Gaskarth, 19 e cheio de confiança, não está sendo inteiramente honesto: a verdade é que ele e seus colegas de banda - guitarrista Jack Barakat, baixista Zack Merrick e baterista Rian Dawson - cumpriram seus deveres tocando semanalmente, arrecadando verbas nos shows na igreja de Saint John em Westminster, Maryland, do primeiro ao último ano (aliás, aqueles shows totalizaram aproximadamente 500 horas). Eventualmente a banda convenceu os coordenadores a deixar eles a aderirem a um programa de estudo-trabalho, que permitia os garotos sairem da escola às 11:15 toda manhã - desde que eles fossem passar a tarde praticando suas composições pop-punk. Pensando bem, talvez Gaskarth realmente tenha esquecido de sua bondade que se "trabalho voluntário" provavelmente nunca tenha parecido com trabalho.

    Hoje, o All Time Low continua sua educação, estudando obsessivamente seus ídolos musicais (os primeiros pop-punks a estourarem no mundo como Blink-182 e New Found Glory), e se os primeiros resultados forem um indício, eles realmente aprendem rápido. Depois de fazer covers do Blink e do Green day no ensino fundamental, All Time Low fez turnê no litoral leste enquanto completavam o ensino médio. Enquanto seus colegas de classe esperavam suas cartas de admissão da faculdade, a banda tinha assinado com a Hopeless Records e preparava um mini-album de 7 músicas, Put Up Or Shut Up. Quando o EP vendeu mais de 60.000 cópias, era oficial: All Time Low não poderia ser ignorado.

    "Há um ano, quando nós faziamos turnê com o Amber Pacific, nós nunca tinhamos feito uma turnê nacional", diz Barakat. "Nós estávamos tocando em todos esses lugares novos, basicamente nos apresentando para o mundo. Quando nós voltamos, as pessoas olhavam para nós de um jeito diferente. Bandas locais queriam tocar conosco e nós começamos a chamar atenção em Maryland. Desde aquela turnê, as coisas mudaram."

    O que não mudou foi o objetivo da banda de escrever pop-punk de boa qualidade, apesar das críticas que queriam fazer pouco caso de suas habilidades musicais e acabar com o entusiasmo dos garotos pelo gênero. Quando chegou a hora de gravar o primeiro CD completo na primavera passada, a banda não tinha dúvidas sobre as direções. "É realmente difícil provar quem você é nessa indústria," diz Merrick, "e mesmo quando você consegue, você ainda recebe insultos de pessoas. Todo mundo tem uma opinião e eu não tenho problema com qualquer pessoa dizendo algo negativo. Nós só queremos tocar a música que amamos. Nós sempre dizemos: nós somos pop-punk. Nada mais, nada menos."

    "Uma coisa sobre bandas que eu não gosto é quando uma banda lança um CD que é realmente bom e depois lança outro totalmente diferente", diz Dawson. "É tipo 'Que porra aconteceu com essa banda?' Nós todos odiamos isso. Mas nós também odiamos quando lançam o mesmo tipo de CD. Nós não queríamos sair muito do estilo do nosso EP, mas queríamos melhorá-lo."

    Depois de uma tentativa mal-sucedida de incentivar suas criatividades no estúdio do ex-guitarrista do Yellowcard, Ben Harper, nessa primavera (somente Let It Roll sobreviveu à sessão), All Time Low entrou no processo de pré-produção com o mega-produtor Matt Squire (Boys Like Girls, Panic! At The Disco) e seu amigo de longa data/protegido de Squire, Paul Leavitt. Mas antes de eles poderem começar a realizar suas amibições, a banda tinha que superar o intimidante sentimento de sucesso de seu primeiro EP, a tarefa de superá-lo e trabalhar com o reconhecido produtor.

    "Honestamente, pouco antes de gravarmos, nós tinhamos muito medo de Matt", diz Barakat. "Ele e Paul Leavitt sentaram numa sala conosco o tempo todo e escutaram o que nós tocamos e comentaram. [Squire] dizia 'eu não gosto desse verso. Troque-o. Eu vou almoçar e, quando eu voltar, eu quero um verso novo e um refrão novo.' Eu estava morrendo de medo até nosso CD ser terminado. É o nosso primeiro CD completo; nós precisavamos fazê-lo valer o esforço."

    Inacreditavelmente, nenhuma dessas ansiedades chegaram perto do resultado de So Wrong, It's Right, um álbum imensamente infeccioso nascido de uma banda com a exuberância de iniciantes famintos e a habilidade de escrever música de caras que levam a vida pop-punk. "Shameless" adiciona velocidade às guitarras; "The Beach" é uma ensolarada canção para se cantar junto, e "Six Feet Under The Stars" relembra as pessoas e lugares da música principal do Put Up Or Shut Up, "Coffee Shop Soundtrack", incrementando a história com muito Jäger e o som com harmonias monstruosas. O CD é mais como o mesmo enquanto, simultâneamente, elevando a musicalidade dos garotos e suas habilidades de escrever música em vários graus.

    "Eu não segui nenhuma direção louca ou fui encontrar Jesus ou coisa assim", diz Gaskarth, rindo. "Então não tem nada realmente unico e diferente. Mas eu acho que com maturidade, tem um pouco mais nas letras. 'Dear Maria' é uma música sobre uma amiga minha que virou uma stripper - o que é legal - mas que desencadeou essa idéia e conceito totalmente diferentes. Muito do que eu escrevia antes foi em primeira pessoa. Foi legal contar um pouco mais de histórias."

    Merrick também se destaca nesse jogo, tocando notas inspiradas no baixo e back-vocals que resultaram das lições que ele teve enquanto a banda tirava uma curta folga no ano passado. "Não há muitas melodias de quatro notas de baixo", ele diz, sorrindo. "Eu lembro de falar com o Matt Squire e dizer 'você não vai tirar as partes que eu toco baixo...' e ele dizia 'bom, vamos ver.' Mas ele manteve quase todas elas no álbum. Ele dizia 'O baixo está muito exagerado nessa música. Faça algo simples'. Eu só queria ter certeza que eu tocaria baixo o melhor que eu pudesse nesse álbum."

    Quanto mais adversidades aparecem, mais respeitável é a decisão do All Time Low de apoiar a música que eles amam. Apesar de cada membro da banda afirmar que eles se identificam totalmente com o público para quem eles se apresentam, parece que a única coisa crescendo mais rápido que os fãs de ATL são as aspirações da banda.

    "É engraçado pensar que nós escrevemos algumas músicas do EP quando nós tinhamos 15 e 16", diz Merrick, rindo. "Agora nós temos 18 e 19 e nós queremos dominar o mundo, assim como o Blink fez. Por mais genérico que o pop-punk seka, eu acho que nós temos algo de diferente para as pessoas. Quando o Blink estava no palco, eles sempre diziam as coisas ruins e as coisas engraçadas sobre crescer. Não existe mais bandas divertidas. Mas nós somos isto: Coisas que os adolescentes entendem."

    "É muito estranho quando uma pessoa da minha idade vem apertar minha mão e diz 'Eu acabei de começar uma banda e vocês são o motivo'", compara Gaskarth. "Eu fico tipo 'O que? Sério?' Ainda não caiu a ficha. Eu fico estressado com isso. Eu ficou louco com isso. Eu fico suado por isso. Eu sangro isso e eu tenho muito orgulho disso. Eu não poderia estar mais feliz que as coisas acabaram do jeito que estão."

    "Eu espero que as pessoas vejam nosso álbum daqui a três anos e digam 'Esse é um álbum clássico de pop-punk'", intimida Barakat. "Eu penso em Say It Like You Mean It, do The Starting Line; eu penso no Enema Of The State e Take Off Your Pants And Jacket do Blink. Eu sempre escuto esses CDs. Eu espero que as pessoas vejam nosso álbum desse mesmo jeito."

    Ele pausa e pensa por um momento.

    "É estranho," ele continua. "As histórias por trás dessas músicas são histórias dos meus anos no ensino médio, mas eu sinto como se esse fosse um álbum que eu sempre quisesse ter."


A VIDA SECRETA DOS BAIXISTAS
    Enquanto pode soar como uma surpresa para alguns que Zack Merrick fez amizades rapidamente com membros de bandas de hardcore pesado durante a Warped Tour desse ano, parece que há muito sobre o baixista do All Time Low que as pessoas não sabem. Além de sua habilidade nas quatro cordas, Merrick pode também cuspir fogo, ficar debaixo d'água e andar de monociclo. "Eu realmente poderia entrar para o circo se eu quisesse!"

    Merrick trabalhou em um acampamento de rodeio quando estava no ensino médio e se tornou um especialista em "steer wrestling" (a pessoa tem que segurar o boi) e montar em bois. "Tendo 16 anos, você pode imaginar que eu não aguentei por muito tempo," diz ele. "Na verdade, nós costumávamos correr atrás dos bois para colocá-los na jaula. Eles te falam 'Quando estiver na hora de colocá-los, nós te diremos qual pegar' e eles te dão uma corda. Então é você e uma corda contra um animal de cerca de 1360 kilos. É uma das coisas mais assustadoras." Isso foi dito por um rapaz cujo trabalho era matar cobras venenosas antes que elas pudessem machucar um animal da fazenda.

    Hoje, Merrick é mais garanhão do que qualquer outra coisa. Fãs do MTV Exposed viram que nesse verão quando o baixista encantou uma garota bonita de Los Angeles, ganhando seu afeto e o prêmio em dinheiro de $500. "Eu não percebi que era o Exposed," diz Merrick. "[Os produtores do programa] me enganaram naquilo bem no final, e depois de que você havia respondido todas essas perguntas, eles estavam tipo 'Você foi exposto. (You've been Exposed)'"

    Agora, como ele teve que encontrar com o All Time Low para começar a Warped no dia seguinte à gravação do episódio, não há novo romance para ser revelado. Mas Merrick diz que ele e sua bela mantêm contato e planejam se aproximar mais quando o ATL tocar em Los Angeles. Então exatamente quão honesto ele foi? "Eu menti muito sobre tudo," ele diz, rindo. "Você tem que se proteger de algum modo. Por $500, eu mentiria sobre qualquer coisa."



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