HOME | 2006 | 2007 | 2008 | 2009 | 2010 | 2011 | 2012 | 2013 | ATL:BR
The Festiva Interview: All Time Low
Data: 21 de Outubro de 2008
Fonte: The Monitor
Tradução: Lele e Pris

    Os meninos do All Time Low se formaram no colegial em 2006, e desde então embarcaram numa viagem-relâmpago rumo ao estrelato no rock and roll. Fizeram turnê pelos Estados Unidos e Europa. Tocaram duas vezes no festival punk de verão Van's Warped Tour. E já lançaram dois álbuns.Não é nem preciso dizer que a popularidade dos pop punkers de Baltimore está numa, hmm, all-time high (super alta). O fato permanece, entretanto, que estes meninos apareceram para se tornar os próximos Green Day, Blink 182 ou Fall Out Boy. Mas antes disso, estão trazendo sua alta energia ao vivo para o show de McAllen, na Cine El Rey, hoje à noite. Ainda é parte de outra turnê nacional. Desta vez em torno dos Estados, os shows em Orlando, Filadélfia e em Fort Lauderdale foram esgotados. Eles também esgotaram vários shows no House of Blues de Chicago.Eles estabeleceram uma enorme base de fãs seguidores por serem acessíveis. Num show do All Time Low, você vê os garotos no palco, claro. Mas você normalmente também os vê no meio do público antes e depois, autografando e tirando fotos. O vocalista e guitarrista Alex Gaskarth também fala com seus fãs regularmente. Ele faz isso através de seus video blogs na internet.

    Tudo isso é consideravelmente impressionante para um grupo de meninos que estava sentado na aula de redação há três anos atrás. Os meninos estavam viajando pela Flórida na maior parte da semana passada, mas acharam um tempinho para fazerem uma entrevista com a Festiva. Nós perguntamos ao vocalista Gaskarth, que estava preparando os instrumentos para o show na Carolina do Norte, sobre a quantidade de shows da banda, indo do colegial ao estrelato e as novas músicas que ele tem mostrado nos shows.

FESTIVA: Como foi tocar na Warped Tour esse ano?
GASKARTH: Warped Tour foi maravilhosa. É a terceira vez que fazemos isso. Nós sempre nos divertimos tocando na Warped Tour. É maravilhoso... não é muito diferente. É tudo sobre amigos e família na Warped Tour. Não tem muito espaço para estrelas do rock nessa turnê. É realmente sobre aceitar as bandas mais velhas, bandas novas e basicamente todo o público da turnê. Vocês são todos amigos ou são todos inimigos. É melhor ser amigos.

Diga-me sobre vocês se misturarem com o público.
Nós tentamos falar com todas as pessoas possíveis. É muito importante o contato com os fãs a esse ponto, porque nessa era de internet, na qual tudo é acessível e as pessoas encontram sua página pessoa no MySpace num instante e descobrem muito sobre você sem te conhecer, é uma dessas coisas.
Aquela idéia do rockstar intocável no pedestal, você não pode falar com eles, você só pode ver eles - não é assim que funciona mais. O negócio é conhecer a pessoa que você vai ver. É estranho, mas é a maneira que as coisas funcionam agora.

Você acha que vocês vão continuar fazendo isso quando vocês ficarem realmente grandes?
Eu gostaria de dizer que sim. Fica cada vez mais difícil na medida que o show fica maior, mas nós sempre tentamos encontrar um jeito de fazer acontecer pra pelo menos um certo número de pessoas nos shows.

Pop punk está mais popular que nunca. Por que você acha que isso acontece?
É o modo que a música funciona. Tendências acontecem. A moda começa, a moda morre, a moda é substituída por outra coisa, e então antes que você perceba, alguém traz a moda velha de novo É como o io-io. Eu acho que o io-io foi legal umas oito vezes quando eu estava no primário.

Vocês já estiveram em McAllen antes?
Na verdade sim. Nós viemos a McAllen uma vez. Era realmente, realmente afastado. Nós não esperávamos fazer turnê lá e nós fomos. Muitas pessoas vieram, e muitas pessoas estavam agradecidas por nós termos ido tão ao sul. Todo mundo estava tipo "ninguém nunca vem pra cá". Quando nós escolhemos a rota dessa turnê nós realmente dissemos "a gente já não tocou lá e foi ótimo?". Então nós falamos, " Vamos sacudir aquele mercado de novo e dar às pessoas algo único".

Descreva o show do All Time Low.
É realmente sobre ter um bom tempo, não se preocupar quem está assistindo ou o que as pessoas pensam. É como sair esquecendo de tudo. Qualquer problema que você tenha em casa, deixe ele lá e saia para um bom tempo com a gente. Preocupe-se mais tarde. Todo mundo precisa de um escape. Era aquela mentalidade que eu sempre tinha na cabeça quando eu ia nos shows. Não importa o que estava acontecendo, você ia ficar na frente da multidão. Esse é o momento que você esquece tudo e tem um bom tempo.

A turnê de vocês acabou. Onde vocês ainda gostariam de tocar?
Nós não fomos ainda para o Japão, e eu quero muito ir ao Japão. Nós estamos tentando começar lá a turnê do próximo ano para alguns festivais de lá, e eu acho que seriam os momentos mais legais da minha vida. Eu sempre tive vontade de ir ao Japão, eu não sei por que. Parece um lugar legal. É do outro lado do mundo.

Como foi o colegial para vocês?
Nós começamos a banda no primeiro ano do colegial. Eu pessoalmente não gostava do colegal. Eu nunca cheguei ao ponto de gostar. Eu não queria estar lá. A maioria das vezes era muito monótono. Meu foco principal estava na música e basicamente sonhar acordado. Os outros meninos até iam bem. Mas eu realmente nunca me importei. Mas obviamente eu consegui sobreviver e me formei. Então deu certo.

Que você estaria fazendo agora se você não estivesse tocando na banda?
Eu seria provavelmente… não sei. É difícil pensar nisso. Eu gosto de remédios e de estudos sobre eles. Seria muito legal ser veterinário, mas eu definitivamente não teria paciência pra tanto estudo.

Eu soube que você esteve tocando umas músicas novas...
Eu estive tocando apenas metade de uma música nova, mas tem sido relevante ao momento que estamos vivendo agora e às coisas pelas quais estamos passando. Eu descobri que essa turnê seria uma boa hora para dar às pessoas uma prévia do que está passando nas nossas mentes ultimamente.

Quantas canções você gravou desde o álbum do ano passado?
Nós temos um monte de músicas. Nós temos aproximadamente nove canções prontas para ir para o próximo álbum. Eu acho que no inverno nós teremos um tempo pra gravar essas músicas e terminá-las. Nós teremos um novo CD pra lançar no próximo verão. Provavelmente em Junho.

Última pergunta: qual é a coisa mais baixa que você já fez?
Eu fiz algumas coisas obscuras. Todos fazem. Aqui vai uma baixa relacionada à turnê. Eu acabei com toda a comida do ônibus. Então toda vez nós tínhamos comida ou água entregue no ônibus, eu escondia debaixo do meu travesseiro. Dois dias depois as pessoas estavam tipo "para onde está indo toda a comida?". E eu estava comendo bem; estava comendo como um rei. Eventualmente todos descobriram. Um dia eu fui no meu beliche e todas as minhas coisas tinha sido tiradas do meu beliche. Meu colchão tinha sido virado. Foi como se uma equipe da SWAT tivesse vindo por causa de toda a comida. Alguém me dedurou. Havia um traidor dentro do ônibus, eu acho.



Hosted by Flaunt Network