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Entrevista com Alex Gaskarth
Data: 2008
Fonte: Live Daily
Tradução: Letícia Longo

Durante alguns raros dias de folga, antes de irem para a Europa semana passada, Alex Gaskarth - líder da banda pop punk All Time Low - confidenciou que o grupo provavelmente iria perder a chance de apenas sentar em volta da piscina para aproveitar o sol.
"Nós realmente temos muita roupa para lavar" Gaskarth disse.

Parece meio louco ver esses músicos com muita energia sentados em frente a uma máquina de levar, mas agora que as tarefas domésticas estão feitas, All Time Low está arrasando no Reino Unido e Escandinavia na companhia dos amigos de longa data Cobra Starship - Provavelmente com cuecas limpas.
Quando eles retornarem, vão ter apenas o tempo suficiente para estar em alguns shows da longa viagem de verão na Warped Tour de 2008. As três semanas, antes da Warped, encabeçando a volta, vão incluir shows de boas-vindas, duas vezes como atração principal, dia 18 e 19 de julho no Ram's Head em Baltimore, na vizinhança onde o All Time Low começou.
Tendo assinado o primeiro contrato de disco apenas algumas semanas antes de terminarem o colegial, os membros do All Time Low nunca se enfraqueceram por muito tempo. Na verdade, as datas da turnê de estréia não somente envolveram clubes e vários concertos - às vezes, fazendo shows por sete ou dez dias direto -, mas fazendo shows entre um e outro ou perfomances ao entardecer em locais juvenis e cafeterias.
Nessas aparições intimidadoras é comum encontrar Gaskarth e o guitarrista Jack Barakat fazendo algumas, igualmente energizadas, versões acústicas de seu material, às vezes com apenas uma meia dúzia de fãs sortudos.
Mas não importa o tamanho do show em que a banda está tocando, o All Time Low continua sendo uma das bandas mais acessíveis e amigáveis com os fãs por aí. Durante a maioria dos shows, o que frequentemente são em locais numerosos e abertos, você encontrará os membros curtindo com a platéia, tirando centenas de fotos e dando centenas de autógrafos.
Esse nível de interação aparentemente deu ao All Time Low amigos novos por todo país e fez com que o grupo ganhasse o concurso Energizer Encore, que os premiou com um set estendido em quarto diferentes shows na Warped Tour do ano passado. Nesse meio tempo de duas entrevistas exclusivas com o LiveDaily.com, Gaskarth foi otimista e estava esperando para se juntar ao Angels & Airwaves, Gym Class Heroes, Relient K e We the Kings na Warped Tour, esse verão.

Vocês devem ser a banda mais trabalhadora no momento, digo, dos Estados Unidos para a Europa, depois voltam para uma turnê própria antes de vocês irem para shows na Warped. Vocês não precisam de um tempo livre?
Nós amamos isso. Digo, nós apenas amamos o que estamos fazendo. Isso não está sendo imposto para nós, isso tem sido bem divertido. Nós estamos realmente empolgados para a Warped Tour. Nós estivemos nela em 2007 e essa foi provavelmente a melhor época que nós tivemos. E nós vamos estar na Europa com o Cobra Starship, que também estará na Warped Tour. Nós já estivemos no Reino Unido antes, mas desta vez será por um tempo bem maior. Estou bem animado para tocar na Bélgica e na Suécia. Eu sou do Reino Unido, mas eu nunca estive em Oslo antes, por exemplo, então vai ser realmente legal estar nessa parte da Europa.

Vocês terão algum tempo para escrever coisas novas, ou vocês ja tem algo pronto para algum disco novo?
Nós temos trabalhado em canções novas, nós temos algumas na manga agora e nós vamos tirar algum tempo de folga para escrever.

Eu tive a chance de ver vocês tocando em alguns shows e é impressionante ver a conexão que vocês tem com a platéia. Vocês desenvolveram essa presença de palco normalmente ou pegando dicas de outros artistas?
Desde que eu era uma criança, eu sempre tive essa energia de perfomance. Eu comecei assistindo caras como Freddie Mercury (do Queen) e líderes dessa natureza. E depois disso comecei a me envolver e a assistir líderes como Tom DeLonge, Gerard Way do MCR e o Billie (Joe Armstrong) do Green Day. Realmente, muito veio de fazer turnê pelo país. Eu peguei algumas manias de pessoas que eu vi enquanto estávamos em turnê.

Eu tive a oportunidade de ver o Queen seis ou sete vezes antes do Freddie morrer e na primeira vez que eu vi o All Time Low eu disse a mim mesmo "Esse cara se comporta igual o Freddie Mercury". Mas ao contrários das grandes arenas de shows daquele tempo, vocês fazem os seus shows em clubes com o pessoal se jogando e voando pelo palco a cada Segundo. Isso não é desanimador?
Nós gostamos disso. Sim, tecnicamente isso se torna um modo de continuar com o show. As coisas se desconectam e tal, mas desde que o show aconteça, nós achamos divertido e encorajamos isso. Todos os nossos amplificadores podem ser desligados, mas nós vamos continuar com o show.

Você toca guitarra e canta durante alguns dos shows. Você já fez as duas coisas? Na verdade, eu venho cantando minha vida inteira, mas eu comecei tocar guitarra apenas quando eu tinha 12 ou 13 anos. Eu não toco nenhum outro instrumento, mas, crescendo, eu sempre tenho o impulso de tocar, por exemplo, saxofone ou algo assim. E eu tocaria por uma semana e pararia. Tocar guitarra me ajuda escrever a base da música, antes de mostrá-la para o resto da banda. Eu posso esboçar melodias na guitarra antes de entregá-la aos caras. Nós normalmente escrevemos como uma banda inteira, então a maioria das vezes, musicalmente, isso envolve contribuição de todos.

Você tem tocado o maior tempo com o Jack. Depois de centenas e centenas de shows, você ainda se encontra olhando para ele como se vocês estivessem vivendo um sonho - como se vocês realmente estivessem fazendo isso de uma forma que vocês nunca esperaram?
Eu lembro uma vez, quando nós estávamos escrevendo algumas músicas para o "Put Up or Shut Up". Nós estávamos escrevendo o primeiro verso de "Coffeshop soundtrack" onde ambos estávamos dedilhando o oitavo acorde e nós dois meio que harmonizamos.

Voltando a Warped Tour de 2007, o All Time Low foi votado com tempo extra no show em quatro cidades diferentes, durante o Energizer Encore Contest. Quando vocês estão em turnê com 60 bandas ou mais, isso realmente mostra o grau de amizade que vocês tem com os fãs.
Isso definitivamente é o que nós somos. Eu acho que nessa época não tem mais espaço para estrelas do rock. Esse tipo de situação, onde as pessoas te colocam em um pedestal e te consideram mais como um Deus, ou algo mais do que apenas uma pessoa, isso não pode acontecer mais. Nós estamos tentando ser exatamente o oposto, nós queremos ser os melhores amigos de todo mundo, eu acho que as pessoas saem dessa experiência com muito mais do que apenas um show.

Eu te vi em uma entrevista recente no Youtube, falando para os seus fãs sobre as reclamações que o All Time Low está se vendendo por planejar turnê maiores e shows maiores. Você acha que isso ajuda tornar isso mais pessoal - falar olhando nos olhos e mostrar preocupação com os fãs, no momento que vocês são envolvidos nisso?
Eu coloquei esse blog na internet, porque eu pensei que seria interessante reagir aos fãs nesse nível. E a reação deles foi maravilhosa. As pessoas estavam constantemente postando sobre isso por uma semana e eles continuam respondendo a isso. Nós continuamos usando argumentos sobre isso.

Se a Apple chegasse em vocês e quisesse usar uma música em um comercial de iPod, e vocês concordarem como uma banda de vender a música a um preço, não é "se vender". É o que eles chamam de mercado da música, certo?
Especialmente nessa época, quando as vendas de disco estão baixas, esse tipo de marketing tem que acontecer. Esse marketing entre as bandas e companhias provavelmente vai ser o que fará muitas bandas continuarem em turnês. Para ser honesto, é meio que um assunto delicado. Eu acho que o exemplo que você deu é justo, mas quando você começa a se comprometer o tempo todo para o benefício de uma companhia, é quando isso se torna um problema.

Vocês foram convidados para abrir para um número respeitável de bandas bem estabilizadas. Isso aconteceu por causa da amizade que vocês construíram nesse meio ou eles assistiram vocês e se tornaram fãs?
É um pouco de cada. Eu acho que nós tivemos sorte o suficiente para fazer alguns amigos nesse meio. E tem algumas pessoas que tem a disposição para nos recomendar. Talvez seja porque nós somos muito jovens, às vezes tem a quantidade certa de um fator curioso que produtores estão dispostos a estender uma mão para nós. Então eles podem ver o que nós somos.

Enquanto os shows que vocês fazem são apenas shows de rock, vocês também encontram tempo, às vezes nos dias de folgas ou a tarde, antes dos shows, para tocar em locais de jovens e cafeterias. Como vocês balanceiam essa dinâmica entre shows com apenas um violão e os shows completos com a banda toda?
Para mim, é a mesma coisa. São as mesmas crianças e as mesmas vozes cantando para nós. Continua sendo nossas músicas sem sinos e assobios, mas as pessoas continuam ligando para o que são. É divertido misturar as coisas um pouco.

O seu novo álbum, "So Wrong, It's Right" contiua bem. Teve algo no processo de "montagem" que você lembra que foi um desafio particular?
O álbum veio em meio de uma confusão, isso continua sendo meio confuso. Nós fomos para o estúdio esperando gravar mais ou menos 15 músicas e nós tivemos que cortar três. Então, nós tivemos que escrever muito no estúdio. Eu acho que ele se formou muito bem, e nós estamos muito felizes com o modo que ele saiu. Você apenas precisa colocar para tocar alto e curtir!





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