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All Time Low está indo muito bem - nada pessoal.
Data: 17 de Novembro 2009
Fonte: Coup De Main Magazine
Tradução: Jenny

All Time Low está indo muito bem - nada pessoal.


Alex Gaskarth. O homem internacional das canções de verão, o cabelo mais famoso do Twitter (5.293 seguidores e aumentando), a dominação do mundo... E fitas de sexo. Este é um garoto que não acredita que a ausência faz o coração ficar mais carinhoso; "Eu acho que faz o coração criar asas e voar para longe". Mas não se engane com Gaskarth e seus meninos do All Time Low para que façam o "beijar-e-contar"; "Não mesmo garota!". Há um rigoroso código de honra entre a banda no qual todos os membros aderiram, Gaskarth explica que, "nós estamos na árvore da confiança nesse ônibus. Ninguém dedura ninguém. Há toneladas de deboche, mas ninguém vai admitir isso."

O terceiro álbum "Nothing Personal", que conta com "Weightless", o primeiro single, certamente evidencia a inclinação da banda para "Stella", garotas... E mais garotas. De "Lost In Stereo" - "Um garoto conhece uma garota com a qual ele não pode ter história" - para o energético "Damned If I Do Ya (Damned If I Don't)" - "Uma música sobre uma aventura de verão. Há sempre essa pessoa por ai e você sente que está encurralado na sala com eles ... e você está dizendo para si mesmo, 'bem, esta não é uma boa idéia. Eu realmente não devia fazer isso. Mas que porra, talvez eu devesse'. Todo mundo já se sentiu assim eu acho".
All Time Low também apresenta um tempero menos ensolarado com "Walls", castigando a espécie feminina por aquele frase típica de 'apenas amigos'. "É definitivamente um tapa na cara. Você não quer ouvi isso o tempo todo."

Mas o tempo de festa do quarteto de Baltimore tem olhos para mais do que apenas sexo. "Sick Little Games" explora o lado feio da cultura popular. "É apenas sobre pessoas no geral te surpreendendo com aquela mentalidade de que a cultura pop diz tudo. É o meu chamado para isso. Nós todos somos vítimas, mas ao mesmo tempo, todos nós deveríamos compreender que não é algo que devemos deixar governar nossas vidas."

Coup de main se encontrou com o líder do All Time Low, Alex Gaskarth, enquanto ele - não era de surpreender - estava em movimento. "Eu estou em nosso ônibus, estamos indo para nosso hotel. Nós tocamos em Boston essa noite, foi ótimo. Nós estamos na VMA Tour, que é o Video Music Awards aqui nos Estados Unidos. Nós estamos liderando essa turnê agora, então nós estamos apenas voltando para nosso hotel." E para aquelas que querem se tornar a futura Sra. Gaskarth? Você pode querer tomar nota de que Alex é "Um tipo de cara de playlist no iPod. Mande-me uma playlist por e-mail e eu vou tocar essa merda. Eu posso até me tocar com aquilo, se for boa o suficiente".

O novo álbum de vocês, "Nothing Personal", estreou em #4 na lista de álbuns da Billboard dos Estados Unidos! O acampamento All Time Low é muito animado, sim?
Foi muito louco. Incrível e totalmente inesperado! Diz muito sobre os nossos fãs na América e sobre os nossos fãs em geral. É insano que haja tanto apoio para esta banda.

Como foi trabalhar com o gênero do Butch Walker e Matt Squire, na produção de 'Nothing Personal'?
Fenomenal. Os dois são gênios. Matt Squire fez o "So Wrong, It's Right". Ele produziu o cd inteiro. Então, foi como voltar para alguém que nós conhecíamos muito bem -- trabalhando com um melhor amigo. Butch Walker é só um gênio musical. Ele e eu temos química bem direta. As duas experiências foram excepcionais. Na verdade, cada produtor desse álbum foi fenomenal. Todo mundo fez um ótimo trabalho.

Com Butch Walker sendo um compositor tão reconhecido, ele contribuiu com a composição do álbum?
Com certeza. Nós nos sentamos e escrevemos duas músicas juntos ['Damned If I Do Ya (Damned If I Don't)' e 'Sick Little Games']. Ele estava na sala o tempo todo. Isso não significa que ele me deu algumas idéias ou me deu uma música de mão beijada, porque eu não sou esse tipo de compositor. Eu mesmo tenho que escrever. Mas foi muito legal ter uma visão de alguém com experiência em escrever, apenas para me apontar a direção certa às vezes se eu me perdesse. É como pintar um quadro com Picasso sentado sobre seu ombro, eu diria.

Era uma vez, você odiava Blink-182... Preferindo Bob Marley e Incubus. Como o guitarrista Jack Barakat agiu para persuadir você a fazer covers de Blink-182 nos primeiros dias da banda?
É definitivamente irônico, no sentido de que, quando eu disse aquelas coisas das quais eu gostava eu tinha uns de doze anos. Eu não tinha ideia sobre essa coisa de 'vendido', o que quer que isso signifique. Isso realmente não significa nada, quando se resume a isto. Eu era apenas um garoto seguindo uma tendência e dizendo o que outras pessoas estavam dizendo. Mas quando eu realmente me descobri, eu aprendi que eu amava aquela banda com todo o coração. Eles são um exemplo básico de porque nós somos uma banda hoje. Ele [Jack] me mostrou os DVD deles que eu nunca tinha visto antes. E eu me apaixonei pela atitude deles. Eu realmente gostei muito do jeito meio descuidado deles que tinha banda. Parecia que eram apenas um bando de garotos em férias, o tempo todo e eles fizeram uma carreira disso o que foi fenomenal. Isso pulou para fora para mim, como sendo o que eu queria fazer.

Como foi co-escrever a sua música com Mark Hoppus do Blink-182?
Foi incrível! Eu digo, colaborar com o Mark foi um sonho que se realizou. Era um sonho trabalhar com esse cara... e até mesmo conhecer o cara, foi insano. Mark é atualmente um amigo muito bom e realmente nos apóia. É uma pena que a canção foi escrita tão antecipadamente em relação as outras musicas do álbum que esta não entrou realmente para ele. Mas é legal que nós tenhamos aberto uma porta e eu tenho certeza que você vai ver algo acontecer entre nós dois, no futuro. Talvez uma fita de sexo.

E vocês vão lançar essa musica no futuro?
Não. Mas nós vamos lançar uma fita de sexo.

A música dois "Break Your Little Heart" do "Nothing Personal" parece ser uma mensagem para as "rainhas do baile"...
Eu estava na verdade falando no nosso garoto de merch, Vinny Vegas, porque eu realmente quebrei o pequeno coração dele. Sério! Fale com ele, ele irá te contar.
Vinny Vegas: Oi, aqui é o Vinny.

Aparentemente Alex quebrou seu coração e você vai me contar a história do que ele fez com você...
Vinny Vegas: Eu e Alex tínhamos um grande plano. Nós estávamos indo para um lugar juntos. Nós tínhamos um ideal; este apartamento de caras solteiros reclamando. Então ele foi contra a sua palavra e arrumou uma longa e séria relação com uma menina. E ele tem um cachorro sem mim, deu outro nome para ele; nós tínhamos planejado. E ele está se vestindo de maneira diferente. Eu só quero meu amigo de volta. Mas ainda somos próximos. Ainda somos garotos. Ele ainda me responde no Twitter aqui e ali, isso meio que recompensa por isso.
Alex: Viu, eu te disse. Ele está muito triste. E a música é sobre isso. Eu quebrei o coração dele em dois.

E você dedica a música para ele toda vez que vocês tocam a música ao vivo?
Eu dedico. E beijo ele na bochecha.

O que você pensa sobre a cultura de consumo alcoólico jovem. Especialmente à luz da letra da sua música "Stella"...
Para ser completamente honesto, eu discordo completamente com o ponto de vista de que a América tem da bebida. Eu acho que 21 (idade mínima para se comprar bebidas nos Estados Unidos) é muito velho. Acho que põe uma impressão terrível sobre a juventude, que a bebida é essa gafe e isso é meio desprezível. E eu acho que por essa razão, as pessoas reclamam. Todos os outros países no mundo têm isso certo, com a idade de dezoito anos. Para não fazê-lo parecer tão criminoso. Dessa forma, as pessoas não pensam nisso como um negócio tão grande e eles fazem isso com muito mais responsabilidade.

All Time Low foi coroado "Banda Do Ano 2008" pela revista Alternative Press... Essa não foi a primeira vez que vocês enfeitaram a capa da AP, certo?
Eu acho que essa foi a minha terceira capa! Foi, pessoalmente, minha capa favorita. Ser a banda do ano foi incrível. E isso foi votado pelos leitores da revista, foi fenomenal a revista ter nos apoiado. Mas também foi fenomenal que os leitores da revista têm todo esse coração atrás dessa banda. Isso volta a nossa primeira semana estreando entre os quatro primeiros. Isso diz muito sobre a maneira como as pessoas estão por trás desta banda, realmente lembra. É um sentimento muito genuíno, fenomenal. É muito, muito legal.

Refletindo sobre a situação atual da indústria editorial, você acha que as revistas de música tem lições a aprender, tirando página para os artistas que elas escrever sobre? Nessas bandas - que tratam seus fãs como "amigos", são mais propensas a manter as regalias monetárias ganhando deste fã-amigo em longo prazo. Eu acho que há uma lição a ser aprendida em algum lugar para revistas de música, quem gosta de bandas, exige apoio do público para sobreviver.
Com certeza! Acho que o problema com os escritores de música é que eles não ouvem realmente as pessoas para quem eles escrevem. Eu acho que é o mesmo no sentido de que um monte de bandas não ouvem os seus fãs, e a demanda para esse tipo de música que eles querem ouvir. Há um monte de bandas que lançam álbuns e fazem um enorme sucesso, e então o próximo álbum é lançado e eles lançam completamente seus fãs na calçada. Eu acho que isso anda de mãos dadas. Se você tem várias pessoas que gostam do que você está dizendo, não as jogue de repente como uma bola curvada. Eu acho que mata o clima todo.

Escritores de revistas precisam lembrar que eles não estão escrevendo apenas para eles mesmos…
Com certeza. Eu acho que bandas que dizem que escrevem 100% para apenas eles mesmos são ridículas. E eu acho que eles são destinados a realmente não ter muito sucesso. Porque para escrever para si mesmo é ser egoísta com a sua arte. Qualquer um que tenha uma compreensão da arte percebe que ela está sendo colocada lá fora para ser observada. Você tem que atender o seu publico. Qualquer pessoa que escreve peças de teatro ou óperas, músicas ou pinta quadros, ou escreve livros; eles satisfazem uma certa necessidade. Se você dispensa sua audiência, eles vão surrar você.

Quem trouxe o conceito por trás do vídeo de "Weightless"?
Foi um esforço conjunto entre eu e o diretor/produtor. Nós decidimos que seria bem divertido trazer o óbvio... eu não diria defeitos. Eu não diria que as falhas, mas as evidentes nuances do cenário de um show. Especialmente em um show do All Time Low. Nós pensamos que seria divertido tirar sarro de todo mundo e foi isso que nós fizemos. Nós apontamos o dedo para tudo que as pessoas queriam dizer, mas tinham medo de dizer.

E Mark Hoppus e Pete Wentz (do Fall Out Boy) deram realmente um apoio a isso tudo?
Yeah. Eles deram! Nós fomos muito sortudos nesse sentido. Aqueles caras tem realmente um bom entendimento de como apoiar bandas novas. E nós fomos muito, muito sortudos de ter eles nos apoiando naquele vídeo, e doando o corpo deles para nós fazermos experiências cientificas.

Falando de corpos, All Time Low contribuiu com uma música para a trilha sonora de "Jennifer's Body" (seria "Corpo da Jennifer", no Brasil é o "Garota Infernal"). O que você pensa sobre a atriz principal do filme, Megan Fox?
Legal. Eu gostei do que você fez aqui. Você sabia que eu ia dar essa resposta? Ou você é tão profissional assim?

Eu tenho poderes mágicos.
Isso é fenomenal.

Então, Megan Fox…
Ela é um lindo pedaço de carne. Eu adoraria beijar o rosto dela.

Apenas o rosto dela?
Sim, apenas o rosto. Eu não vou pra segunda base antes do primeiro encontro.

Como a Warped Tour tratou o All Time Low esse ano?
Foi incrível. Realmente nos divertimos muito. Nós ficamos amigos de varias bandas que eu nunca pensei que seríamos amigos. Como o Underoath e o Less Than Jake - o que foi muito divertido. Apenas de sair com vários caras que normalmente nunca sairiam com a nossa banda, então foi bem divertido.

Quais as principais dicas para as bandas jovens que estão trabalhando para crescer, através dos ranks da Warped Tour?
Permaneçam hidratados, permaneçam humildes, permaneçam únicos. E não sejam idiotas com ninguém. Faça o máximo de amigos que você puder. Warped Tour é sobre todos serem amigos. É como um acampamento de verão.

A Warped Tour é tão difícil como a lenda urbana faz parecer?
Não, não mesmo. É difícil para as pessoas que trabalham; as pessoas da equipe, as pessoas que vendem os produtos. Depende do nível que você está como uma banda. Nós tivemos que atravessar barreiras em nosso primeiro ano. Nós tínhamos que vender os produtos, tínhamos que entregar propagandas dos nossos shows para as pessoas irem nos ver. Nós tivemos um gostinho de tudo. Então realmente depende de onde você está no rank. É difícil para algumas pessoas. Mas quando as bandas que têm uma equipe completa e uma variedade completa de pessoas por trás deles se queixam sempre me irritam, pois fazem isso e gemem: "Porque são tipo duas horas do seu dia que eles realmente usam."

All Time Low orgulhosamente defende a marca de roupa "Glamour Kills". Como você acha que música e moda andam juntas?
Moda e música andam de mãos dadas completamente. Com cada novo estilo de música, vem uma nova tendência da moda; em minha opinião. De alguma forma eles sempre se juntam. Eu acho que eles crescem juntos, eles existem juntos. É como uma relação simbiótica. Quando o screamo era grande, tinham adolescentes usando cintos brancos com calças pretas, e camisetas pretas, e um cabelo preto que cobria os olhos deles. Quando o pop-punk estava na moda, eram os shorts Dickies and Chucks, cintos de tachas e uma camiseta com uma pulseira. Quando o emo entrou, eram garotos com pólos e trackies, e todos os tipos de coisas. Então eu acho que eles andam de mãos dadas, você sabe. Eu realmente acho.

Notei que All Time Low colaborou com a Hurley, para fazer uma camiseta resultante de uma competição. Quanto os membros do All Time Low ajudaram no design dos produtos da banda?
Nós sempre tivemos a palavra final o sobre nosso produto. Por melhor ou pior, é algo de que nós realmente temos orgulho. Às vezes nós temos idéias de projetos que eram completamente uma merda. Mas outras vezes, eu acho que os que nós escolhemos eram realmente muito legais. E eu agradeço o fato de nós termos tido a chance de escolher os nossos; os designs representam a banda. Especialmente com a Glamour Kills, foi em uma dessas coisas que o Marky (Capicotto) o dono da Glamour Kills e nós, trabalhamos muito, muito próximos um do outro sobre esses projetos.

O quão difícil é manter o controle sobre cada projeto All Time Low, como o perfil de bandas cresce cada vez mais, e com mais sucesso?
Nós temos um grande o papel em todas as decisões tomadas por trás desta banda. Nós realmente não deixamos que nada fique fora do nosso alcance. Esta banda é muito, muito sensível às coisas que achamos que poderiam nos prejudicar com a banda. Isso não quer dizer que estamos sentados lá negando tudo o que vem em nosso caminho. Na verdade, nós aceitamos a maioria das coisas. Mas se há algo que realmente compromete o que essa banda representa, definitivamente temos a última palavra. Nunca nos disseram para que soássemos de certa forma, ou agíssemos de determinada maneira, ou tivéssemos uma determinada aparência. Tudo que você vê, é o que você tem dos membros.

Tem realmente ajudado ter a equipe independente da "Hopeless Records" trabalhando incansavelmente, em vez de depender do tempo justo de uma grande gravadora?
Definitivamente ajuda. Tínhamos uma equipe pequena e condensada que era realmente dedicada a dar a essa banda o maior sucesso possível. Para qualquer jovem banda; isso realmente ajuda. Eu não posso reclamar. Todos da "Hopeless Records" fizeram um trabalho fenomenal de fazer dessa banda tudo o que ela é agora.

Você já considerou a mudança inevitável para uma gravadora maior?
Nós não mudamos, mas assinamos um contrato com a "Interscope Records" nesse novo álbum. Estamos em processo de fusão entre os dois. Este novo álbum é ainda uma parte da Hopeless, mas o próximo álbum irá transitar para a Interscope. Basicamente a maneira que nós encontramos era que o acordo deveria manter ambas as partes envolvidas. Nós sentimos que precisávamos de uma grande gravadora para combater determinadas áreas que nós não abordado antes -- que é puxar uma grande multidão internacional, e também tentar nos ajudar a chegar ao rádio. O que nós nunca tínhamos feito antes. Mas Hopeless e toda a equipe ainda estão nos dando muito suporte com tudo o que eles já nos apoiaram desde o inicio. Nós não estamos encalhados no mar, mas ao mesmo tempo, nós temos um grande navio para navegar.

É difícil entrar nas rádios nos Estados Unidos?
É relativamente difícil. Tem muita competição.

Fale-me dos remixes do All Time Low que você colocou no seu Myspace pessoal…
Eles são remixes que foram feitos para nós no passado, por outras partes. Aqueles não são meus remixes pessoais. Eles são apenas remixes que eu não pensei que iriam aparecer, tanto quanto deveriam. Então, eu os coloquei apenas para entretenimento.

É mais importante para você, enquanto está no palco, ser uma pessoa que entretêm? Ou conseguir atingir cada nota perfeitamente?
Em minha opinião, isso é uma e a mesma coisa. Entre as musicas, meu foco é entreter. Durante a música, meu foco é não soar como uma merda. Então eu dou o meu melhor para fazer os dois.

Você alguma vez quis ser apenas um líder e vocalista, em vez de ser o guitarrista também?
Há definitivamente horas que eu desejo que eu fosse apenas o vocalista. Mas para ser honesto, eu acho que isso me afasta de alguns dos outros; o que nos faz um pouco mais únicos. Eu realmente gosto de ter uma guitarra em meus braços e ainda a ser aquele que começa a persuadir a multidão em divertir-se. Eu realmente gosto muito.

Auto-tune. Vocoders. Odeia eles? Ama eles?
Não é nenhum álbum hoje em dia, além dos álbuns que façam isso de propósito, que não tenham um pouco de auto-tune. Eu não necessariamente chamaria isso de auto-tune, mas a maioria dos cds usam uma correção - só porque é o que o ouvido treinado está agora acostumado a ouvir. Se as pessoas tem um pouco de desafinação numa música, as pessoas não querem ouvir hoje em dia, isso acaba com eles. Então, a maioria dos produtores irá corrigir isso. Mas novamente, isso expande para um monte de coisas maiores de arranjos. Há o Kanye West que usa o vocoder quase como um instrumento, que apesar de deixar muita gente puta, eu consigo admirar. Apesar de ser uma coisa que odeiam - usar sua voz de um jeito que muitas pessoas, obviamente, não compartilhariam. Mas eu acho que aquela coisa toda com o teclado soa bem bacana. Mas nós nunca realmente nos interessamos por isso, e nós não usamos nenhuma dessas coisas ao vivo. Há definitivamente a correção de tom no nosso cd, mas não no nível que muitas pessoas acham.
A maioria das pessoas que dizem saber o que a correção e o auto-tine são, não tem a mínima idéia do que elas estão falando.

Explique a controvérsia que ocorreu no início deste ano, em torno de um artigo escrito pelo James Montgomery para a MTV...
Não foi tanto o James Montgomery; o que ele escreveu. Foi mais as pessoas que mal interpretaram o que ele disse. A maneira que ele retratou o início dessa entrevista levou as pessoas a acreditar que eu estava falando merda de bandas como Fall Out Boy e Paramore. Quando na verdade, eu estava dando o crédito para bandas como Paramore e Fall Out Boy. O que eu estava dizendo, é que essas bandas ganharam seu caminho para o holofote. Eles trabalharam arduamente para chegar onde estão. A declaração que eu estava fazendo, é que eu senti que bandas como essas que fizeram turnês em vans e subiram, é notícia velha. As bandas que já estão aparecendo no topo da escada são bandas que NÃO ganharam o seu caminho. Essa era a mensagem que eu estava tentando passar. Mas infelizmente a entrevista foi distorcida. É compreensível. Ele e eu no telefone conversamos por cerca de uma hora. É difícil condensar isso em um texto coeso. Então, não é que eu estava culpando-o ou qualquer coisa. Mas foi definitivamente algo que eu tinha a esclarecer, porque as pessoas estavam me odiando muito. E essa nunca foi minha intenção.

Essas novas bandas que ainda não "pagaram suas dívidas", frustram você? Especialmente quando você assiste à bandas que você pessoalmente ama, ainda lutarem para atrair a atenção que merecem apesar de terem sido colocadas em maus lençóis...
Não, isso não me frustra nem um pouco. Eu acho que toda banda merece sua chance, não importa o que. Se você está entregue ao dinheiro, não importa quanto tempo você trabalhou por ele, eu nunca desrespeitaria uma banda por ter essa oportunidade. Só acho que, as bandas que não merece isso vão cair primeiro. E vão cair mais.

All Time Low já esteve em turnê na Austrália duas vezes. Essa é a terceira visita programada no próximo ano no Soundwave Festival 2010... Mas ainda nada de datas para a Nova Zelândia! Porque vocês têm que quebrar o coração dos fãs neozelandeses?
Cara! Eu estou tentando. Estou dando duro. Da próxima vez que formos à Austrália, eu iria realmente amar ir a Nova Zelândia. É uma droga que nós ainda não tenhamos estado lá. Nós temos estado próximos, você sabe... e é uma pena que nós tenhamos perdido a chance todas as vezes. Nós definitivamente sabemos que há pessoas lá que querem nos ver, e nós realmente queremos tentar e fazer acontecer.



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