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VivaLaScene.com entrevista All Time Low
Data: Maio de 2009
Fonte: VivaLaScene.com
Tradução: Pris

    Nessa manhã Bella falou com o baterista do All Time Low, Rian Dawson, para salvá-lo da morte e para uma conversa rápida sobre o novo álbum deles e o que está para acontecer com a banda...

Bella: Olá. Como vai?
Rian: Eu vou bem, e você?

B: Ótima! Em que lugar do mundo você está agora?
R: Nós estamos em... Buffalo, New York nos EUA

B: Ah, droga. Eu amo Buffalo.
R: Sério? É um lugar estranho pra se amar.

B: Mas eu amo. Eu tenho amigos aí. Não é tão estranho. É uma cidade legal.
R: Ohh, okay. Na verdade, pouco antes de você ligar eu estava com um monte de gente da nossa equipe e nós estávamos tentando descobrir se é possível pular da varanda do hotel pra piscina.

B: O que? Vocês fizeram isso?
R: Ahhh. Ainda não. Foi bom você ligar porque aí nós não pudemos testar nossas teorias.

B: Que bom, então. Eu sou uma salvadora de vidas. Eu não gostaria que você saísse da turnê por ter sido morto. Você tá fazendo a Believers Never Die agora, né?
R: Haha. Sim, eu estou.

B: A turnê está te fazendo bem? Vocês chegaram a tentar tocar alguma das músicas novas?
R: Essa tournê está sendo, posso dizer seguramente, a minha turnê favorita da qual nós já participamos durante nossa carreira toda. Eu não sei, Fall Out Boy têm sido os melhores caras do mundo. Eles têm sido super legais com a gente, super humildes e pé-no-chão. Todos os dias são muito divertidos e as noites são como uma festa. Sim, nós chegamos a tocar, nós lançamos na internet um single chamado Weightless há mais ou menos um mês atrás, então nós tocamos essa música ao vivo todas as noites, e é como se fosse um pouco de ar fresco pra gente, sabe? Porque nós estivemos tocando as mesmas músicas por uns dois anos seguidos. Nós ainda amamos tocá-las, mas é bom tocar algo novo.

B: Sim, com certeza. Então, como tem sido a resposta dos fãs?
R: Na verdade, tem sido muito boa. Quando nós começamos a tocá-la, nós não sabiamos se as pessoas iriam cantar junto porque a música tinha sido disponibilizada há apenas algumas semanas, mas é uma das mais populares agora. Eu acho que o pessoal meio que se sente do mesmo jeito que nós nos sentimos, que é como um ar fresco, é bom ver algo que eles nunca tenham visto antes. Eu acho que é uma das favoritas do nosso repertório.

B: Legal. Você está pronto para um pouco de fofoca sobre álbuns?
R: Sobre qual álbum vamos fofocar? O nosso? Então sim! Quer ouvir um pouco sobre ele?

B: Nós queremos. É sempre uma grande dúvida quando um novo álbum é lançado depois de o primeiro CD ter sido um grande sucesso. Você achou fácil se livrar da maldição de "decadência de novatos"?
R: Eu estou mais confiante com esse álbum do que com qualquer outro dos nossos CDs. Ainda assim, há uma grande pressão. Eu acho que é porque agora os fãs têm uma idéia do que eles querem ouvir de nós. Se você não atender a essas expectativas, pode ser difícil, mas eu acho que o lado bom desse álbum, uma das VÁRIAS coisas boas desse álbum, é que tem algo pra todo mundo, tem várias músicas que soam como o So Wrong It's Right ou Put Up Or Shut Up, assim como também tem músicas que se desligam um pouco desse estilo, nós exploramos letras diferentes. Um dos problemas do So Wrong It's Right é que nós achamos que talvez ele fosse muito homogêneo, eu diria. Com exceção de uma ou duas músicas, elas eram quase todas as mesmas: músicas rápidas e com uma batida positiva.

Verso, refrão, verso, refrão, ponte, refrão, fim. Isso é legal, mas com o segundo álbum nós ficamos tipo "Tudo bem, nós vamos colocar um pouco disso aqui, misturar com um pouco daquilo e ver no que dá". E honestamente, eu escuto essas músicas o tempo todo [risos], então eu não sei. Se isso é alguma previsão do que o álbum vai soar, então é algo bom.

B: Aham. Então, vocês trabalharam com Butch Walker? Ele é um tipo de Midas músical, né? Ele tem uma reputação de tocar numa música e transformá-la em ouro. Foi intimidador trabalhar com ele?
R: Bom, ir para o estúdio com um novo produtor é sempre a coisa mais estranha do mundo, porque você nunca viu a pessoa com quem você vai produzir uma música, o que é uma grande coisa. Eu diria que Butch é uma das melhores pessoas pra se trabalhar. Ele foi tão inacreditávelmente confortante e você meio que se sente em casa enquanto está lá, foi uma experiência muito legal. Ele não ficava falando "faça isso ou aquilo". Se ele não gostava de alguma coisa, ele simplesmente dizia "por que não tentamos isso? se não funcionar, nós voltamos". Na verdade, ele ficava mais assistindo do que dirigindo.

B: Demais. Tem algo em particular em Nothing Personal que vocês ainda não tenham usado? Algum instrumento novo?
R: Hmm. Não, é mais... [pausa estranha] pode ser que isso seja um palavrão, mas talvez tenha um pouco de batidas nesse álbum. A introdução de Weightless tem uma batida de bateria eletrônica, mas definitvamente não é um álbum com batidas pesadas. Tirando isso, são mais as letras das músicas que estão mais maduras, não tem instrumentos novos, mas quanto às letras, eu acho que nós aprendemos a escrevê-las melhor.

B: Adicionando batidas e essas coisas, quão importante vai ser a transição das músicas tocadas no rádio para o palco?
R: Muito importante. Nós já pensamos em algumas idéias de como vamos fazer a transição pras músicas ao vivo. Seria legal talvez tocar com uma bateria elétrica ou com um play-back das batidas de bateria. Mas caso contrário, nós concordamos que quando chegar a hora de sair em turnê, nós tiraremos um tempo pra pensar melhor e encontrar o jeito exato que queremos tocar as músicas ao vivo. Essa sempre foi uma das nossas partes favoritas como banda - descobrir de qual jeito as músicas vão soar melhor quando tocadas ao vivo. É sempre divertido trabalhar nisso.

B: Há alguma colaboração nesse novo álbum?
R: Quanto a convidados, não há nenhum. Houve algumas conversas sobre algumas coisas que aconteceriam, mas sem dizer muito - o fato de que o Blink-182 voltou meio que se misturou com essas conversas. [pausa pensativa] Nós co-escrevemos uma música com Mark Hoppus e foi uma experiência ótima. Foi a primeira música escrita para o álbum na verdade. Mas quando chegou a hora de gravar a música, nós percebemos que ela não se encaixava muito bem, e por mais que nós quisessemos muito tê-la no álbum, nós infelizmente tivemos que deixá-la de lado.

B: Droga. Talvez como um b-side eventualmente?
R: Exatamente. Nós amaríamos ver a música nascendo, mas no momento é só uma demo. Sério, só a experiência por si só já valeu a pena. Eu tenho certeza de que algum dia nós vamos poder dividí-la com todos, mas o fato de que nós tivemos a oportunidade de nos sentar e escrever uma música com Mark Hoppus foi simplesmente...

B: Enorme? Isso é bem significante.
R: Certo. Realmente foi.

B: Então você pode tirar o Mark de sua lista. Tem alguma outra pessoa com quem você sonha em ter num álbum do All Time Low?
R: Ha... Ele foi o principal, mas eu não sei. Uma coisa que eu queria fazer, como um baterista, é trabalhar com Travis Barker. Mas não se ouve muito sobre colaborações de bateria.

B: Não, talvez você deveria começar essa moda.
R: [risos] É! Certo, talvez eu pudesse fazer isso funcionar!... Mas além dele, nós somos grandes fãs do Green Day. Grandes fãs do Maroon 5, e recentemente One Republic. Aqueles caras simplesmente SABEM como escrever uma música. Então se eu pudesse escolher alguns membros de cada uma dessas bandas... Eles são realmente tipos diferentes de bandas. Quando você está sentado com outro cara que é bom em escrever músicas, o que acaba saindo é bem legal.

B: Era esse o tipo de música que vocês estavam escutando enquanto estavam gravando? O que mais vocês escutavam?
R: Essa é uma boa pergunta. Eu acho que isso tem muito a ver com o resultado final do álbum. Com o último CD, e basicamente com todos os outros, era principalmente Blink-182 e New Found Glory, todos os sons pop-punk. E agora nós ainda estamos escutando isso, mas jogando um pouco mais de coisas diversas na mistura. Nós todos estamos escutando a, como eu disse, Maroon 5, Jason Mraz, hmm. Até Taylor Swift. Rascal Flatts. Mesmo se o gênero não te agradar, você pode aprender muito com as estruturas deles simplesmente escutando grandes escritores de música.

B: Jason Mraz esteve aqui há pouco tempo, tocando músicas calmas pras pessoas sentadas num parque. É nesse tipo de lugar que veremos o All Time Low da próxima vez? Com um toque de reggae?
R: Haha. Eu faria qualquer coisa pra fazer turnê com Jason Mraz. A garota que trabalhava com o nosso esquema de luz na turnê do último outono tá trabalhando com ele agora.

B: Ooh. Você tá com um pouco de ciúmes?
R: Eu estou morrendo de ciúmes! Eu fiquei tipo "você precisa de um assistente? Eu vou e faço qualquer coisa que você quiser." [risos]

B: Você tem alguma sugestão de música a fazer?
R: Tirando as coisas que são populares? Eu vou pular essa parte porque eu sei que as pessoas já conhecem... Talvez um pouco de música underground. hm. Nós estamos em turnê agora com o Hey Monday, nós tinhamos conhecido eles antes e tocamos alguns shows juntos mas eu nunca tinha realmente escutado o álbum deles. Eu dei uma escutada e amei. Eu realmente acho que Cassadee, a vocalista, tem uma voz muito boa. É bem melhor ao vivo do que no CD. Assistir eles ao vivo é legal, então eu definitivamente os recomendaria. Nosso empresário é o mesmo que o de Set Your Goals e todos os dias eu pergunto a ele "Você já tem o novo álbum do Set Your Goals, porque aquilo simplesmente vai arrasar." Eu estou muito empolgado com isso.

B: Oh. Isso se encaixa bem na próxima pergunta. Vocês vão fazer turnê na Austrália em breve, e com o Set Your Goals. Você está empolgado com isso?
R: É, isso mesmo! Eu estou TÃO empolgado. Aqueles caras... ha. É uma história engraçada na verdade. Antes mesmo de nós os conhecermos, e antes de nosso empresário Keith ter eles como clientes também, nós estávamos em turnê. Eu não sei onde era. Era uma turnê bem pequena. Nós ainda estávamos com a van. Nosso empresário de turnê estava fazendo um vídeo da turnê, apenas andando por aí e gravando o tempo todo, e toda vez que ele me filmava, eu coincidentemente estava escutando Set Your Goals. Então como brincadeira, ele colocou o vídeo online com o título: "Queridos Set Your Goals, se algum de vocês assistir a esse vídeo, por favor mande uma camiseta autografada para o Rian. Ele é o maior fã de vocês. Amor, All Time Low." e então eu recebi um e-mail, eu acho que era do baterista deles, e desde então nós temos sido bons amigos. Nós chegamos a fazer alguns shows com eles; nós estávamos na Warped Tour com eles. Eles são simplesmente os caras mais legais do mundo. É bem legal porque o som deles é um pouco mais cru, um pouco mais pesado que o nosso, mas tanto os fãs deles quanto os nossos acabam gostando do show quando tocamos juntos.

B: Que história de amor! Como você já esteve na Austrália, será que você pode resumir o país em três palavras?
R: [rapidamente, após uma breve pausa] É. Muito. Foda.

B: Boa resposta!
R: Eu acho que uma das melhores partes de tocar em outro país, e Austrália é um ótimo exemplo disso, é que, sabendo que não tem turnês muito grandes por lá, especialmente de bandas americanas, as pessoas curtem o show muito mais porque eles não tem isso com frequência. Então eles simplesmente dão tudo de si no show. É realmente ótimo.

B: Eu não sei se você soube disso da última vez que vocês vieram pra cá, que vários fãs na Austrália vão a todos os shows, porque eles estiveram esperando há tanto tempo pra ver uma banda?
R: Sim! É muito legal fazer shows aí e ver os mesmos rostos. Nós voamos pra todos os lugares quando vamos à Austrália, então nós não sabemos quão longe é pra dirigir de um lugar a outro, mas se você voa por três horas, chega no lugar e vê aqueles rostos de novo, você fica tipo "Vocês realmente gostam da gente?" É muito... É meio... É lisongeante. É tipo "Wow. Vocês fizeram tudo isso só pra ver duas bandas?" Isso mostra amor e apreciação da música e nos faz tocar mais ainda no palco, e nós colocamos cada pedaço de nós também.

B: Hey, então você sabe, para uma referência futura, que a duração média de cada viagem de capital para capital dura cerca de oito, nove horas.
R: Viu, nos EUA tem pessoas que se empolgam porque dirigiram duas horas pra ver nosso último show. Eles ficam tipo "Nós viemos lá de New Jersey pra New York pra ver vocês!". Isso é incrível mas...

B: Vocês precisam chegar ao nível dos fãs Australianos
R: É; nós somos um pouco mimados por aqui. É o que eu digo a eles.

B: Ótimo. Eu digo isso há anos. Então, vou deixar você ir, mas antes que eu o faça, vamos terminar com algo trivial. Pergunta final, Rian. Se fosse pra você ser um cereal matinal, qual você seria e por quê?
R: [sem hesitar] Eu seria Cinnamon Life. E eu vou te dizer o porquê. Porque eu acho que Cinnamon Life é o único cereal que - depois de ficar um tempo no leite, pode ter gosto de molhado, mas é um molhado bom. E além disso, depois o leite fica com gosto de canela.

B: Wow. Isso não precisou de muito pensamento. Resposta confidencial de cereal. Já te perguntaram isso antes?
R: Hahaha. Não, eu simplesmente diria isso. Parece que foi totalmente ensaiado, mas realmente não foi.

B: Isso realmente me chocou. Eu esperava ter que tocar uma música enquanto você pensava e BAM, a resposta.
R: É que Zack comeu Cinnamon Life outro dia e eu disse a mesma coisa. Sabe, eu lembro que quando criança eu comia cereal e aí você assiste TV por dez minutos, volta, e ainda está bom!

B: Brilhante. Muito obrigada pela entrevista. Te vejo mês que vem quando vocês vierem pra cá. Fique longe da piscina.
R: Obrigado VOCÊ. Bom falar com você!





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