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Absolute Punk entreviata Alex Gaskarth
Data: 28 de Junho de 2010
Fonte: Absolute Punk
Tradução: Letícia Longo

Faz cerca de cinco anos desde que o All Time Low invadiu a cena com seu álbum The Party Scene. Desde então, tem sido uma verdadeira montanha russa para a banda alcançar novos níveis de sucesso a cada ano que passa. Com a queda do último álbum no verão passado, a banda assinou com a gravadora Interscope Records e tem estado em turnê sem parar. Apesar de problemas no parque temático e uma agenda agitada, a banda continua evoluindo e ainda dá tanta atenção para os fãs quanto recebem. Isso é o que o vocalista/guitarrista Alex Gaskarth tinha a dizer quando falamos com ele na noite passa no Bamboozle Roadshow em Mansfield, MA.

Primeiramente, como a turnê está indo?
Yeah, está muito, muito boa, muita camaradagem. Fiz amizade com muitas das bandas que eu nunca pensei que faria.

Tipo Third Eye Blind?
Sim, totalmente. Essa é uma das minhas bandas favoritas faz tempo. É bem legal não somente dividir um palco, mas conhecê-los como pessoas e ver como eles trabalham em turnê.

Falando em turnês, você disse que vocês estavam indo para uma turnê no outono e seria uma turnê de shows pequenos igual no ano passado?
Sim, exatamente, nós temos feito muito a mesma coisa recentemente. Tipo encabeçando turnês do tamanho de shows na House of Blues e um pouco maiores. Nós sentimos que estavam indo encabeçar mais uma vez, nós não queríamos que ficasse velho. Então melhor que tentar aumentar cada vez mais ou fazer a mesma coisa, nós decidimos voltar aos menores, suados, camarins nojentos com palcos pequenos e vários problemas. Vai ser incrível. Eu acho que o maior show dessa turnê vai ser 800 pessoas, então vai ser bem legal, bem intimista e de volta ao básico. É, vai ser divertido. Eu acho que nós vamos abrir isso pra lista do fã clube primeiro e então manter isso bem centrado. Isso deve ser bem legal.

Quanto tempo essa turnê vai ter?
Acho que um mês e meio. Não é tão comprida.

Tipo os EUA inteiro.
É, nós pretendemos viajar pelos EUA todo. Nós estamos tentando fazer a maior parte do B-Market. Não é apenas um monte de cidades grandes. Vai ser bom. Nós vamos fazer um show no Recher Theater em Baltimore, o que é meio que onde nós começamos, então vai ser bem legal.

Então, o novo álbum sairá em Janeiro?
É, isso é pelo menos quando nós esperamos.

Já está finalizado ou a maior parte finalizada?
A maior parte, nós já temos 8 músicas prontas. Avron começou mixar tudo. Nós vamos voltar, assim que a turnê terminar em julho, para finalizar as outras quatro. Está ficando bem legal. Nós estamos meio que decidindo que músicas vão estar no álbum. Basicamente, o que vai fazer que esse CD ser o melhor do que ele poderia ser. Estou entusiasmado, é legal ter bastante tempo pra trabalhar nisso tudo. Nos outros nós tivemos que colocar isso entre turnês várias vezes. Dessa vez nós pegamos um pouco de tempo livre pra escrever e ter certeza que as músicas estavam prontas primeiro, para depois começar a gravar.
Então respirar, ficar um pouco longe disso, olhar para as músicas por um minuto. E então voltar e ter certeza que está tudo perfeito.

Você diria que vai soar como o Nothing Personal ou mais como uma mistura de coisas?
Eu não sei o que dizer sobre isso. Eu tenho certeza que algumas pessoas diriam que é uma mistura de coisas. Com o Nothing Personal eu senti isso, pelo menos nos conteúdos das letras mais irônicas, e isso encaixa na vibração pro disco. Mas eu meio que queria algo mais genuíno com esse. Então isso requer um passo em uma direção diferente, sobre letras e conceitualmente. Mas a música continua, basicamente, o que sempre foi, upbeat e divertida. Nós definitivamente tentamos avançar musicalmente dessa vez. Foram outras coisas que eu senti no último álbum. Nós nos focamos muito na música que nós esquecemos um pouco da parte instrumental. Nós prestamos muita atenção dessa vez, tentamos escrever partes legais e fazer o álbum interessante por completo.

Tipo mais riffs?
Sim, mais riffs, menos clichês desnecessários e mais tipo "Oh, isso é legal", coisas assim. Não vai ser uma grande quantidade de coisa ruim, nós nunca fomos esse tipo de banda. Mas é definitivamente música mais elaborada.

Vocês já decidiram o nome do álbum?
Não! Isso está se tornando a parte mais complicada nesse CD, eu não tenho nem ideia do que chamá-lo. Nós estamos ainda nomeando as músicas, desvendando o tema principal do álbum e tudo mais. Estamos decidindo isso, o que é bom, nós estamos chegando perto. Basicamente o plano é ter as músicas feitas e mixadas até o final de Agosto e levar para a gravadora em Setembro e lançar em Janeiro. Eu tenho certeza que mais coisas vão se revelar conforme o ano passar, ainda é cedo.

Vocês tem algum modo maluco de fazer marketing, como vocês fizeram no último álbum? Porque pareceu funcionar realmente bem.
Para ser bem honesto, isso foi pura sorte. Não foi exatamente planejado. Nós colocamos o nome no álbum, achamos que era divertido. Começamos uma pequena coisa no twitter entre um e outro e aí nós pensamos "hey, vamos colocar alguns outros amigos nisso". Antes de sabermos, isso explodiu e ficou fora de controle. No dia que lançamos "Weightless", aquela noite, foi tudo espontâneo. Eu liguei para nossa gravadora, liguei para o Ian na Hopeless e eu estava tipo "Cara, isso é provavelmente uma boa ideia para lançar a música, isso está realmente pegando".
Então isso meio que ficou no lugar certo. Esperamos que algo similar aconteça com esse, é bom ter uma reação natural, sabe?

Acho que o site saiu do ar, não foi?
É, ficou deformado. Foi meio estranho. As coisas foram se acumulando, naquele dia.

Foi meio louco, como estourou.
É, isso foi muito bom pro disco, que faz você não poder pedir por nada melhor que aquilo. Nós somos realmente sortudos.

Existe alguma chance do The Party Scene ser re-lançado ou de vocês tocarem algumas músicas ao vivo?
É, o plano é colocar algumas músicas que ninguém tem os direitos autorais sobre como bônus no CD. Tipo, certas músicas para cada loja. Então se você for na Best Buy e comprar o CD, pode ter "Circles" nele e se você for na Hot Topic pode encontrar "Lullabies" ou algo assim. Nós estamos definitivamente tentando fazer algo fora do esperado. Alguns dos CD's vão realmente ter conteúdo extra que vai voltar ao CD original. Como eu disse, nós ainda estamos testando as coisas juntas e vendo o que funciona.

E ao vivo?
Honestamente, eu realmente gostaria de dizer que nós podemos colocar algumas músicas de volta. Talvez na turnê de outono seja a hora de fazer isso. Acho que fazendo isso, vai gerar uma platéia mais intima. Vai ser um público que vai saber esse tipo de coisa. O problema que nós temos é que nós vamos fazer isso e já fizemos antes. Tipo um show como banda principal e um terço do público vai conhecer e vai ter vários fãs parados e pensando "O que é isso? Isso não é o que eu vim ver" e esse tipo de coisa. Então você não quer alienar algumas pessoas, tocando essas músicas velhas. Mas para os fãs que amam essas músicas, isso realmente faz a diferença.
Então esperamos que no outono, seja a hora de colocar para fora algumas das nossas coisas antigas.

O que você tem a dizer para as pessoas que dizem que vocês se venderam porque o som está mais pop do que era antes? Eu acho que isso acontece quando você se torna uma banda maior e expande seu som. Eu sinto que se você continua o mesmo, se torna velho.
Eu não sei se pode comparar nosso som sendo mais pop à banda se tornando maior. Eu meio que comparo isso aos meus gostos musicais que mudam um pouco e expandem. Eu ouço muita música pop, por exemplo, eu estou usando uma camiseta da Lady Gaga agora. (risadas) Eu ouço Justin Timberlake, Britney Spears e Lady Gaga para ter influências quando eu for compor. Eu acho que músicas pop tem algo sobre elas que são tão simples, mas são capazes de conectar uma audiência tão ampla, eu acho que tem algo genial sobre isso. Eu acho que muitos artistas assim, tem uma influência sobre o modo que eu componho.
Para ser honesto eu não acho que é necessariamente um produto da banda estar se tornando maior. Eu não ouço apenas Blink e New Found Glory apenas. Isso era o que eu ouvia quando a gente compôs o primeiro disco, agora eu ouço muitas outras coisas.

Mudança de tempos e mudança de sonoridades.
É, exatamente.

O que foi aquele censo que vocês colocaram há algumas semanas atrás?
Isso foi um modo divertido que nós queríamos fazer para começar um banco de dados. Nós nunca tivemos uma lista de e-mails ou qualquer coisa do tipo e quando assinamos com a Interscope nós meio que nos demos conta disso. Nós ficamos tipo "Nossa, nós não temos nenhum outro modo além de Twitter e Myspace, nós não como saber quem são nossos fãs". Nós temos o fã clube, mas fora isso, não temos nenhum outro jeito. Então isso foi realmente um modo de descobrir quem estava nos ouvindo e o que eles gostam e o que não. Foi realmente para registrar o ponto que todos estavam. Essa banda sempre tentou ter essa conexão com a audiência, quase uma conexão pessoal. Nós não queremos perder isso conforme os shows vão aumentando e com a banda cada vez mais ocupada, é complicado manter tudo isso. Então foi uma fase para se reconectar com as pessoas que talvez tenham sido deixadas de lado. É um bloco de construção em um plano maior.

Plano maior? É...

O que aconteceu com a música que vocês fizeram com o Mark Hoppus há não muito tempo atrás? Vai estar no disco novo?
Não, não no nosso disco. Vai estar em um outro disco, eu fico orgulhoso de dizer isso. Mark tem um projeto com alguns amigos dele, a banda é chamada City Comma State. Eu não sei o quanto eu posso falar sobre, mas eu voltei e fiz alguns outros ajustes na música com o Mark e isso resultou em outra música com ele e eu acho que essas duas músicas vão ser usadas nesse projeto. É emocionante, parece que a banda vai ser bem legal. É lisonjeador ter ele apenas perto de usar essa música que fizemos junto em algo que ele está envolvido. Eu estou muito, muito animado pra isso.

Então nós devemos esperar por notícias sobre isso logo?
É, eu não quero falar muito porque eu não sei o quanto eles já anunciaram. Eu sei que ele da dicas sobre em algumas entrevistas e tal. Mas se eles vão transmitir para algo, eu não quero estragar. Mas é, eu tenho certeza que vocês vão ouvir mais sobre isso conforme o tempo passar.

Planos futuros para depois da turnê e do álbum?
Como eu disse, uma vez que essa turnê acabar, hoje (risos) nós estamos indo de volta para LA para finalizar o álbum. Então nós temos todas essas coisas na Europa e Ásia, algumas com o Blink, na verdade, o que eu estou muito animado. Nós estaremos no Reading e no Leeds no palco principal, que vai ser insano. E aí a turnê de outono e então eu acho que vai ter aquela coisa de ir em várias rádios para tocarem nossas músicas. Nós ainda não organizamos isso, então eu acho que vai ser assim. Eu não vejo a banda diminuindo o ritmo logo. Nós sempre estivemos em turnês constantes, estando aqui e ali, trabalhando muito e eu não acho que isso vá mudar. É apenas o que gostamos de fazer.