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Alternative Press entrevista All Time LowData: Dezembro de 2010Fonte: Alternative Press Tradução: Ale Moeckel Prendendo a atenção: Com letras irônicas, ritmos cativantes e brincadeiras no palco que te fazem corar, esse quarteto de Baltimore teve alguns problemas para subir ao topo do excêntrico bate-boca. Agora armados de um contrato com uma grande gravadora, algumas novas músicas fodonas e altas esperanças de redefinir o que é aceitável no top 40 do radio, o All Time Low está tentando mostrar para todo mundo (e para sua mãe) que eles têm o potencial musical para fazer de tudo. "Cara, eu estou no meio da maratona de Pawn Stars. Você se importa se eu trocar de canal aqui?" Jack Barakat acabou de aparecer do fundo do ônibus do All Time Low onde ele provavelmente estava assistindo o reality show baseado em Las Vegas do History Channel sobre uma família de proprietários de uma casa de penhores. Alex Gaskarth, que esteve no telefone com o produtor Butch Walker junto com vários empresários e tipos de gravadoras nos últimos 15 minutos, acena, e Barakat muda de Morgan Freeman/Matt Damon no veiculo Invictus que estava passando nas duas televisões no salão da frente da banda. O ATL está em Cleaveland para uma parada na turnê My Small Package Tour, uma série de pequenos shows feitos para honrar a base de fãs hardcore antes do Dirty Work, o quarto cd da banda e o primeiro por uma gravadora maior, a Interscope, que sai na próxima primavera. Enquanto a banda poderia facilmente lotar o House Of Blues local, esta noite eles estarão tocando no Grog Shop para 450 pessoas no Cleaveland Heights. Apesar de faltarem ainda 5 horas para a abertura dos portões uma fila de fãs impacientes já espera do lado do prédio, nesse cinza, mas excepcionalmente quente final de outubro à tarde. O vocalista e guitarrista Gaskart, guitarrista Barakat, baixista Zack Merrick e baterista Rian Dawson estão planejando fazer uma preview de algumas músicas para a AP antes do show da noite. Merrick, no entanto, desapareceu no bairro Bally Total Fitness e Dawson está na esquina pegando um café com sua namorada que o está visitando. O que não é um problema para Gaskarth e Barakat: TV ligada, um consumidor acaba de entrar na Gold & Silver Pawn Shop com o que ele acredita ser uma guitarra customizada Les Paul 1960. "Okay, nós temos que ver como isso acaba antes de tocarmos qualquer musica," Gaskarth admite rindo. Infelizmente o dono da guitarra não teve muita sorte já que o expert da Pawn Stars, o chefão Rick Harrison determinou que a Les Paul era na verdade do começo dos anos 70 e que ela valia apenas $3,000, contra os $25,000 a $30,000 que ele estava esperando. Depois de uma série de gemidos e lamentos de "isso é um saco, cara" Gaskarth reúne seu Ipod e o cabo USB para uma festa de improviso. Diferentemente do cliente sortudo na Pawn Shop, ATL tem uma chance muito maior de ganhar dinheiro com o próximo álbum. Dirty Work está sendo feito há quase um ano, apresentando uma musicalidade mais aprimorada da banda e, mais importante, está sendo assado com os recursos da gravadora para esperançosamente aterrissar a banda na rádio - uma meta que eles têm desde o começo da carreira. Há muita pressão no sucessor do Nothing Personal de 2009, um álbum que fez o ATL sair de sua zona de conforto e trabalhar com produtores pop, apenas para felicitar as relações com os fãs e os críticos. Enquanto Nothing Personal estreou no 4º lugar na Billboard Top 200, vendendo aproximadamente 63.000 cópias na primeira semana (agora já esta por volta de 215.000 unidades), a banda ainda não teve um hit na rádio. Eles continuaram a fazer turnês ao longo de 2009 e 2010 com bandas parecidas na Warped Tour, crescendo cada vez mais com os dois tipos de fãs, esses e os da audiência da MTV, mas ainda se mantém relativamente desconhecidos no mainstream. A banda diz ter escrito o Dirty Work em um estilo que ainda é muito ATL, mas ser focado no "universalmente bom" está para mudar tudo isso. Das músicas que o ATL espera que entrem no álbum, apenas 4 foram gravadas com rostos conhecidos (3 com Matt Squire, que produziu o primeiro álbum da banda na Hopeless Records, So Wrong It's Right, e uma com Butch Walker, que contribuiu no Nothing Personal). A maioria da produção foi feita pelo Mike Green (Paramore, The Matches) quem Gaskarth diz que foi sugerido pelo empresário deles. "Se algo sair dessa entrevista, tem que ser que Mike Green é o cara," se entusiasma Dawson. O baterista retornou da corrida até o café e ele junto com Barakat e Gaskarth estão reunidos na sala perto do sistema de som, tocando e discutindo suas novas músicas. "Ele fez um ótimo trabalho. Ele mixou o cd ao vivo dos Boys Like Girls, algumas do (All We Know Is Falling) do Paramore e Set Your Goals, mas ele meio que ainda está no auge. E ele é o melhor cara no mundo." Além de apoiarem eles mesmos de forma criativa com os produtores e co-escritores, outra grande razão para o ATL se dizer confortável com suas novas músicas é que eles têm melhorado muito como músicos. Suas habilidades e confiança musical fizeram com que deixassem as músicas terem as personalidades que elas deveriam ter, é algo que o ATL admite ter lutado contra da ultima vez. "Nesse álbum, o pop está mais pop e o rock está mais rock," Gaskarth diz. "No ultimo álbum, as músicas estavam mais confusas. Se a música era mais pop, nós tentamos deixá-la mais ousada. Com esse álbum, nós estamos aprendendo a não tentar fazê-lo." "É bem diferente agora que estamos em uma gravadora maior, podemos escrever um álbum universal e ter diferentes sons nele," adiciona Barakat, em um raro momento de seriedade para o infame piadista, com seu nike preto e dourado apoiado no sofá do ônibus, embalando uma nova espuma de futebol americano do England Patriots com "foda-se o" rabiscado acima do logotipo. "Um álbum como esse talvez não tivesse sucesso em uma gravadora independente, especialmente uma que está na cena. [Gravadoras independentes] tem recursos apenas para esse nicho. Nós estamos tendo a oportunidade de trabalhar com produtores que nós não tivemos a chance de trabalhar antes." Apenas o tempo dirá se o Dirty Work será universalmente atraente como a banda acredita que será. No meio tempo, ATL está com shows marcados no Brasil pela primeira vez em Janeiro, depois uma turnê na Europa com o Yellowcard durante fevereiro. A banda também planeja fazer uma turnê completa pelos Estados Unidos, mas eles ainda estão resolvendo os detalhes no momento. Não importa o que você pense sobre a banda, a suposta 'cena' deles ou as piadas sobre pintos que fazem no palco, eles estão prometendo um álbum que será 100% ATL - nada artificial ou forçado. "Esse álbum inteiro é interessante porque é nosso primeiro lançamento por uma gravadora grande, nossa primeira real tentativa de, com sorte, tocarmos no rádio, e ainda durante todo o processo, nós sentimos como se nós estivéssemos tentando ser menos seguros," começa Dawson, inclinando-se sobre o sofá. "Alguém irá pensar que por causa dessa grande prova que está acontecendo, nós falaríamos 'Okay, nós precisamos de mais 5 músicas desse jeito, mais 2 daquele outro, 3 de outro, e todas precisam ter 3 minutos de duração' e apenas empurrar tudo para o mercado. Mas para mim essa tem sido a experiência mais liberal da banda." "Sim, com certeza," Gaskart entra na conversa. "Eu concordo 100%. Em um esforço para encontrar o mainstream, tudo tem sido sobre não tentar fazer o que nós normalmente fazemos." Qual é a maior diferença entre o Nothing Personal e o Dirty Work? Rian: Uma coisa do álbum que esta muito diferente é que as gravações das guitarras, dos vocais e da bateria são muito mais importantes porque quando vamos mixar eles usam as gravações. Às vezes (no passado) eles trocavam as baterias ou a deixavam mais polida. Mas nesse álbum, tudo é de verdade. Alex: Sim, nós nos certificamos que não haveria nenhuma troca de samples. Nós não gastamos horas e horas garantindo que um acorde nas guitarras estava perfeitamente afinado. Há imperfeições nesse álbum, e isso faz uma grande diferença. O ultimo álbum foi muito, muito polido, e nós gastamos muito tempo tentando deixá-lo desse jeito. Eu acho que no final do dia, olhando para trás, não é algo que nós queremos fazer de novo... É meio que ridículo quando você esta fazendo três camadas do vocal e eles são alinhados perfeitamente um no outro. Acaba soando meio robótico, e dessa vez nós garantimos que não teríamos isso. Da última vez eu não era um cantor muito bom e isso provavelmente ajudou. Mas dessa vez eu tive muito tempo para aprender e muitas turnês, então tudo está mais confortável. Os temas líricos refletem mais numa atitude 'imperfeita', também? Alex: O conceito do álbum, decorrente do titulo, é como jogar na balança o que está acontecendo em minha vida agora entre todo o ridículo que já aconteceu e agora apenas viver esse estilo de vida e festejar em Los Angeles, conhecer muitas pessoas que eu nunca achei que conheceria. As boas coisas. E então entrando de cabeça em coisas negativas, como ficar longe da família, amigos e me alienando da vida que eu vim. Basicamente acabei me sentindo como se eu estivesse fazendo intencionalmente - onde eu me senti como se eu estivesse jogando algo, então eu me senti com se estivesse fazendo um trabalho sujo (Dirty Work). É daí que vem o titulo. Jack: Além disso, nós tínhamos 10 títulos em um chapéu, e foi esse que retiramos. [Risos] Vocês vêm trabalhando nas músicas há cerca de um ano, como todo esse tempo muda sua percepção sobre elas? Alex: É uma sensação boa. Quanto mais eu ouço ao produto final, mais eu sinto que valeu a pena. Eu tive que gastar muito tempo nessas músicas - especialmente naquelas que nós escrevemos e gravamos logo no começo e que ainda estão durando comigo. É tipo 'Wow, eu amo essas músicas.' Jack: Algumas das músicas foram gravadas em março, e agora provavelmente ainda não terão saído no próximo março, então você meio que enjoa de algumas músicas. Mas é legal porque você pode ver se elas na verdade vão durar no teste do tempo. Dawson: Pode ser uma benção e uma maldição. O ruim é que a sua cabeça fica tão envolvida em uma música e você não tem idéia se é boa ou não. Então você tem que se afastar e depois voltar para ela. Qual música vocês gostariam de ouvir no radio primeiro? Alex: Eu acho que todos querem ouvir 'I Feel Like Dancing' [co-escrita com o líder do Weezer Rivers Cuomo] ela é uma boa candidata para esse tipo de som, mas quem sabe? Há tantos fatores que contam, e tantas coisas que eu ainda nem sei sobre como o radio funciona. Rian: Sem mencionar que para bandas como nós, nós não somos pop, nós não somos punk, nós não somos rock - nós estamos em algum lugar entre tudo. É uma luta ao topo. Alex: O que foi legal é que ao longo dos últimos dois anos é que tiveram varias grandes gravadoras 'catando' bandas do nosso cenário e tentando fazê-los obedecer ao som de tudo que está funcionando no radio agora. Enquanto que conosco tudo tem sido bem único no sentido de que não foi só dito 'Vocês precisam de mais linhas sintetizadas, você precisam de uma batida como uma foda-de-quatro-no-chão para que isso funcione,' tem sido sobre isso e mais sobre 'Apenas escreva uma música que é universalmente boa e que qualquer um goste.' Rian: A indústria está repleta de artistas e bandas que se conformaram. Pegue uma banda, e há uma grande chance que eles tenham alterado o som deles ao ponto da exaustão. Então com esperanças nós seremos uma banda que possa dizer 'Okay, ainda há chance para as guitarras e para a bateria.' Alex: Agora é ridículo. Há alguns que fazem isso bem, e eu amo eles, mas tem outros que estão apenas regurgitando... começa a ficar irritante. Barakat: Nós estamos em guerra com a batida [Risos] Alex: O que irá acontecer, e eu não estou supondo que seremos nós, mas nós estamos em um lugar agora onde esse pop/hip-hop/R&B dançante que está acontecendo em 2011 assim como o Def Leppard e Motley Crue foram para os anos 80. Eu acho que estamos em um ponto onde irá haver um (novo) Nirvana. Vocês não acham que existem tantos novos fatores de como pagar agora, como adicionar cultura e instantânea gratificação através da internet, o que torna as chances de algo como isso acontecer muito mais difíceis? Alex: Mesmo com a enorme vontade que temos de tocar no rádio, no final nós nunca fomos uma banda que confiou nisso. Mesmo com a enorme vontade de estourar e de nos tornarmos um nome conhecido e tentar fazer o que o Green Day fez e o que o Blink 182 fez, não é algo que necessariamente vai fazer com que nós estouremos ou não agora. Se esse álbum não tiver uma musica que nos conecte com o mainstream, nós iremos apenas continuar fazendo o que nós estamos fazendo, e nós estamos ok com isso. Rian: Nós estamos apenas tentando achar uma maneira mais rápida de ganhar 10 milhões de dólares cada um. [Risos] Se vocês têm esse hit que atravessa essa barreira, vocês temem a reação? Alex: Essa é uma daquelas coisas onde uma parte é inevitável. Mas nós tentamos muito atender o nosso publico que eu espero que a maioria entenda o que nós estamos tentando fazer e isso é mais sobre fazer uma declaração para o tipo de música que nós já tocamos e tentar fazer com que o mainstream nos aceite, ao invés de nos adaptarmos a ele. Rian: Do nosso ponto de vista, se isso acontecer, nós meio que ganhamos. Nós ainda estamos tocando as músicas que amamos tocar, mas ainda estamos tentando ir a um novo nível. Jack: E honestamente, a maioria das pessoas que vão falar merda sobre nós ainda irão vir aos nossos shows e ainda irão comprar um cd. Rian: Nós poderíamos estar fazendo uma turnê muito maior [do que a My Small Package] para ganharmos muito mais dinheiro. Mas nós fizemos essa turnê especificamente para os nossos fãs, porque do jeito que as coisas estão indo, nós não teremos a chance de fazer algo como isso de novo. Até que nós sejamos forçados a tocar esse tipo de show novamente. [Risos] Alex: Idealmente [Risos] O objetivo é chegar num ponto em que nós não possamos mais tocar nesses locais. Esse sempre foi o sonho e eu acho que esse é o sonho de toda banda quer eles admitam ou não. A ideia por trás disso é que nós idolatramos o Green Day. Nós idolatramos o Blink 182. E quando nós estávamos idolatrando essas bandas, eles eram as maiores bandas do mundo para nós e nós querermos nada menos do que estar no lugar deles, e nós vamos lutar para isso. Vocês acham que a idade média do público de vocês irá mudar com o novo álbum? Alex: Eu acho que demograficamente nós iremos nos ampliar. Mas não sei se isso irá mudar. Rian: Nós nunca escrevemos uma música e falamos 'Okay, essa música é para as garotas de 14 a 16 anos e essa outra musica é para as de 20 a 25.' Alex: Eu ouvi outras bandas falarem coisas como essas, e meio assim 'Nós não queremos mais escrever para crianças'. Porque despachar as pessoas que acreditaram em voce desde o começo? Nós nunca tentamos servir a um publico. As pessoas que veem aos nossos shows...apenas aconteceu. Jack: Umas das coisas interessantes é que as crianças são tipo 'Tudo o que vocês fazem agora é beber,' e eu respondo 'Se você me conhecesse quando eu tinha 16 voce saberia que eu bebia tanto quanto agora' [Risos] Alex: E sabe o que? Quando eu estava na 9ª e 10ª série, eu era aquele garoro legal que fumava a maconha de todo mundo, porque naquela época alcool tinha um gosto horrivel. [Risos] E agora eu vejo bandas fumando maconha e eu fico 'Vê se cresce!' Jack: Nós tiramos aquilo do nosso sistema bem cedo... Rian: Fumar maconha pode apenas matar as bandas do nosso cenário. Bem, não matar literalmente, mas há inumeras bandas, e eu nao vou citar nomes, que nós quisemos fazer uma turnê junto e eles apenas.. isso pode afetar a composição de um ponto de vista bem ruim. Alex, você esta envolvido com o City (Comma) State com alguma parte das composições deles. Qual é a ligação? Alex: Mark Hoppus costumava ser associado ao projeto, antes do Blink voltar. Ele tocava baixo e cantava na banda, jundo com a Joanna Pacitti. Eles acabaram usando uma musica que eu e o Mark escrevemos para o último álbum [do ATL]. Eles reescreveram uma parte dela, então obviamente eu tive uma ajuda com isso. E depois eles escreveram outra música e aconteceu de eu estar na sala. Eles estavam trabalhando nas letras e o Mark disse 'Hey, porque você não as escreve?' Então eu escrevi. Qual foi o beneficio de usar a sua criatividade para a banda de outra pessoa ao invés de escrever apenas para o ATL? Alex: Bem, Eu sou um compositor. Eu amo escrever musicas. E nós estamos em uma banda que percebeu o que a banda é no momento. E nós percebemos que se nós vamos chegar a outro nível, é um processo. Não é algo que você consegue fazer de uma só vez. Então o ATL existe dentro dos mesmos limites do que sempre foi, e nós sabemos disso. E nós amamos escrever nossas próprias musicas, então tudo bem. Mas a coisa mais legal para nós é que nós somos fãs de música. Nós estamos acima de sermos fãs de apenas um gênero de musica, nós ouvimos de tudo. Então um dia você gostaria de poder fazer isso para outras bandas de modo regular? Alex: Com certeza. Meu objetivo final é ser como o Butch Walker onde eu ainda possa fazer minha própria música e o que mais eu quiser, mas eu também posso usar a criatividade e extravasar para compor para outros artistas e continuar com todas essas diferentes experiências. Butch Walker é o cara. Rian: É o nosso objetivo um dia escrever pop, músicas como as do Marron 5. Não para essa banda... Não é uma meta, como a de querermos estar confortáveis o suficiente para um dia falarmos 'Hey, você quer ir ao estúdio hoje e escrever uma música para a banda X?' Isso seria legal. Escrever uma musica é muito mais do que gênero. Quando você ouve o álbum da Sara Bareiles ou do Lil Wayne ou sei lá, como um compositor, respeite esse processo. Ouvindo estilos variados você aprende muito e da perspectiva da produção e da composição você acaba absorvendo isso tudo, Alex: É definitivamente algo que é audível e perceptível neste álbum. Inconscientemente, essa coisa vem de bandas. Nós nunca fariamos isso se nós não estivessemos ouvindo outros tipos de música. A vibe na música [que fizemos com o Butch Walker] me lembra um encontro entre The Ting Tings e o Def Leppard. Essa é uma espécie de influencia nossa. Rian: Nós não queríamos que a música soasse como Def Leppard, mas você pode ouvi-la e perceber de onde nós temos a inspiração do som ou da produção. Definitivamente vem com nosso amadurecimento como compositores. Quando estávamos fazendo o Put Up Or Shup era bem assim "Blink 182, Blink 182, Blink 182, New Found Glory, New Found Glory, Fall Out Boy, Fall Out Boy" Isso fez um ótimo EP e era isso que nós queríamos fazer naquela época. Nós não soamos como o The Ting Tings, mas nós ainda temos pedaços onde nós reconheceremos nossas influências. Ajuda com a composição é algo que vocês têm usado nas músicas do ATL também. O que você diria para as pessoas que irão reclamar por vocês terem feio uma música com o colaborador dos Jonas Brothers, John Fields? Alex: Fields é absolutamente incrível. Rian: Você pode ouvir a uma musica dos Jonas Brothers, e tirar sarro dela, diga o que você quiser. Mas tire o artifício - os três irmãos bonitos e que cantam - e será uma ótima música. Você tem que deixá-la amadurecer fora da caixa e perceber que é uma ótima música. Alex: Foi dito recentemente sobre nós. Buddy [Nielsen] do Senses Fail - ele é um cara muito teimoso, e houve um monte de drama online sobre o assunto. Eu não ligo sobre o que ele disse - Eu sei como ele se sente. Eu não ligo. Na entrevista [postada no propertyofzack.com em 20 de Outubro], ele basicamente disse que começou com bandas como nós que tocam na Warped Tour, onde ele sente que só deveriam estar bandas com raízes no hardcore. Problema separado - nem quero sequer entrar nele. Mas ele acabou dizendo que o The Maine poderia muito bem ser do Matchbox 20 e que o ATL poderia ser do Mickey Mouse Club. [ Citação direta do Nielen: "The Maine poderia muito bem ser do Matchbox 20. ATL poderia ser do Mickey Mouse Club. Na verdade eu gosto do ATL. Eu apenas gosto de tirar sarro deles. Eles fizeram isso com eles mesmos. Eles poderiam ter sido uma banda de verdade, mas eles decidiram entrar no jogo, o que é bom, mas o jogo nunca funciona"] Rian: Ele está dizendo que não tem nada de pop-punk em nós. Alex: Esse é o exato conceito que as pessoas precisam superar. Nós não estamos pensando se estamos escrevendo para este cenário musical ou aquele outro. Nós não nos importamos. Se você pode pegar nossa música e tocá-la com uma guitarra acústica, faça isso com qualquer artista... Dê pra Katy Perry cantar. Dê pra mim. Dê pro Buddy cantar. E ainda será uma música legal para cada interpretação, então é uma música legal. E é isso que nós pensamos sobre o Dirty Work. Rian: É estranho porque nós viemos exatamente do mesmo lugar que ele. É porque nós não somos culpados pela associação, mas nós somos culpados por causa da nossa demografia. E por causa de nossa demo ser nova, nossa musica é uma merda de acordo com a maiorida das pessoas... [Com um tom sarcástico:] Não é porque ele tem 35 anos e vive no porão da casa dos pais. [Risos] Sempre há os dois lados de toda história; Eu tenho certeza que ele não quis dizer isso. Ele provavelmente estava rindo quando ele falou. Ele ainda deve ter dito 'Não me entendam mau, eu amo os caras do ATL.' Alex: O que me incomodou foi ele dizer que estávamos jogando o jogo e que o jogo nunca funciona. E qualquer que seja o jogo, ele implica que nós estamos fazendo algo de um jeito que não é verdadeiro, quando na verdade tudo o que nós temos feito até agora foi para nós. E nós estamos muito felizes com isso. Então, se você gosta ou não de nós com base nisso, tudo bem. Mas se você não gosta de nós porque você acha que nós estamos fazendo algo pelas razões erradas, isso é totalmente um absurdo. Odeie nossa banda porque nós somos muito pop. Mas não pense nem por um segundo que nós somos 'Oh, isso irá colocar dinheiro em nossos bolsos.' Apenas faça o que quiser e fique feliz com isso e defendá-o. Não rebaixe outras bandas por fazer algo diferente, porque isso faz você parecer mais inseguro com o que você está fazendo. |