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Jack Barakat fala da turnê no Brasil e novo álbum
Data: 03 de novembro, 2010
Fonte: Review Rinse Repeat
Tradução: Letícia Longo

No meio da turnê Small Package, em uma parada em Omaha, NE, nós tivemos a oportunidade de sentar com Jack Barakat para discutir a transição do All Time Low da Hopeless Records para a Interscope, os trabalhos ocultos para o próximo lançamento, Dirty Work (programado para a Primavera* de 2011), assim como as preocupações de Jack para a ida deles ao Brasil, mais pra frente. E um agradecimento especial ao Sr. Barakat por aparecer vestido, à entrevista.

Shawn@RRR: Primeiro, obrigado por tirar um tempo para fazer isso. Como vocês estão se sentindo hoje?
Jack: Bem, cara. Eu me sinto bem. Me sinto enérgico.

Vocês estão no meio da turnê Small Package, junto com A Rocket To The Moon e City (Comma) State, que vai terminar nas próximas semanas. Como a turnê tem sido até agora?
Tem sido ótimo. Nós decidimos que precisávamos mudar um pouco as coisas e fazer uma turnê menor para voltarmos as raízes, tocar em lugares menores, onde crescemos. Tem sido maravilhoso. Sem bloqueios. Tem sido uma bagunça.

Algum momento excelente, comparado aos do DVD que vocês lançaram no começo do ano?
Tivemos muito masturbação, assim como corrompemos a banda nova, Before You Exit, na primeira turnê nacional deles. Como corromperam a gente, na nossa primeira turnê nacional, então faz sentido passar o ritual para frente.

Como tem sido retornar as raízes, depois do grande sucesso, tocar em lugares menores e mais íntimos?
É bem excitante e legal, porque eu acho que o pessoal que vem para esses shows são os mais enérgicos, mais incríveis fãs que compram os ingressos o mais rápido possível. Basicamente, eles são super fãs que sabem todas as letras de todas as músicas, não importa quão antiga seja a música. É bem animador.

Há alguns meses, foi anunciado que vocês estariam lançando o sucessor do Nothing Personal, chamado Dirty Work. O álbum está completo?
O álbum está 93% completo... Não 92 ou 94, é definitivamente 93%. Nós meio que estamos na fase de mixar e masterizar. Nenhuma das músicas está masterizada, mas a maioria está mixada.

Você poderia nos dizer como foi o processo de composição e gravação do novo álbum?
Esse álbum foi muito mais focado nas composições do Alex e menos em uma coisa da banda toda. É um disco que foi equilibrado entre turnês e composições. Gravar enquanto estamos em turnê é virtualmente impossível, pelo menos para a nossa banda. Então muito do processo foi o Alex compondo e nós indo para o estúdio contribuir com um pouco e mudar algumas coisas.

Em uma entrevista para o AbsolutePunk, há algum tempo, Alex disse que vocês tentariam lançar o Dirty Work em Janeiro do próximo ano. Isso ainda acontecerá? Houve um boato de que o álbum seria lançado em 17 de Janeiro, mas foi rapidamente desmentido.
Não, nós provavelmente procuraremos uma data na primavera. Eu acho que é melhor para o All Time Low, porque nós somos uma banda de verão e eu me sinto desconfortável, entre outras razões, lançando um álbum no inverno.

Foi revelado, no final de 2009, que a a banda tinha assinado com a Interscope Records. Como foi essa mudança da Hopeless?
Tem sido bom. É muito bom mesmo. Eu acho que a melhor parte é que nós não somos uma banda nova, que assinou com uma grande gravadora, nós temos uma experiência boa de sucesso com uma gravadora independente. Então, nós meio que sabíamos o que estávamos fazendo. E tem sido definitivamente maravilhoso ter um monte de recursos que não tínhamos antes, nós podemos escrever com pessoas que nós nunca escrevemos, gravar com pessoas e conseguir certos produtores e tudo mais. Eu acho que nos da basicamente o sentimento de que podemos atingir nosso melhor com esse novo disco.

Assinando com uma grande gravadora juntamente com o sucesso dos CD's Nothing Personal e So Wrong, It's Right, houve alguma pressão sobre a banda, durante o processo do Dirty Work para ficar acima de seu sucesso anterior?
Sim, quero dizer, toda vez que uma banda tem um novo álbum lançado, sempre esperam que eles superem seu último disco. Eu diria que tem muita pressão associado ao fato de que esse disco é a nossa estréia em uma gravadora grande. É a nossa primeira chance de tocar no rádio e ter nossas músicas ouvidas em uma escala mundial, então eu acho que definitivamente tem muita mais pressão.

Mike Green e Matt Squire (que produziu a maioria das músicas no Nothing Personal) foram pegos para a produção do Dirty Work. Quais foram os fatores que determinaram a volta de Matt para esse CD, e também trazer Mike?
Matt Squire tem trabalho conosco desde o começo. Ele é o cara que nos colocou em contato com as gravadoras, em primeiro lugar, então é meio que um fator familiar. Ele e Alex, também, são grandes compositores juntos. Eu lembro do dia que eles escreveram Weightless, eles compuseram em 25 minutos. Eles tem uma química maravilhosa juntos. A experiência com Mike Green foi maravilhosa. Nosso empresário, Keith, veio até nós e disse que gostaria que compuséssemos uma música com Mike Green, então Alex foi para o estúdio com ele e em três dias, eles tinham tipo cinco músicas prontas. E todas essas músicas estão no álbum, na verdade. Ele e Alex também tem uma química ótima. Ele adicionou uma dinâmica legal para a banda, que nunca tivemos. Ele nos fez pensar de formas que nunca pensamos antes.

Como vocês se sentem o uso de vários produtores para dar o som geral em Dirty Work? Óbvio que a banda não é desconhecida em usar vários produtores, porque no Nothing Personal o time de produção era feito por Matt, Butch Walker e David Bendeth, só citando alguns.
Nós gostamos muito de usar vários produtores em nossos discos. Nós, na verdade, tivemos a mesma quantidade de produtores nesse álbum, que no Nothing Personal. Tem uma música com Butch Walker nesse álbum, assim como com John Fields. Nós gostamos de mixar as músicas e deixá-las atuais. Eu não gosto muito de um produtor para um disco, porque você apenas tem várias músicas parecidas. É legal ter variedade.

Há algum tempo, Alex postou em seu blog, uma música demo chamada Actors. Ela estará no álbum?
Actors não estará no álbum, por isso mesmo que lançamos a demo, para os fãs ouvirem. Nós vamos acabar gravando 15-16 músicas e apenas 12 vão para o CD. Então nós teremos alguns b-sides e coisas assim, elas serão lançadas eventualmente.

Em uma entrevista para a MTV, Nothing Personal foi descrito por Alex, como 'cocô de unicórnio', e depois ele ainda disse que o álbum estava muito pop para a banda (não dizendo que o álbum foi ruim). Por que vocês acham que nesse ponto da carreira, e após o sucesso imediato do álbum, é importante sair um pouco desse som pop-rock e polido?
Bem, eu acho que ele quis dizer que com o Nothing Personal, nós ficamos com medo de ser muito pop e com medo de ser muito rock, então as músicas acabaram em um estranho meio termo. Visto que nesse CD, tem muitas músicas pop e muitas músicas rock. Não tem uma mistura dos dois. Acho que elas estão mais separadas, agora. É claro que tem pop, mas é claro que tem mais rock também. Não é muito parecido com o Nothing Personal, onde as músicas eram meio pop demais, mas também pop punk. É muito simples.

No geral, você diria que o álbum (Dirty Work) é o mais maduro, assim como banda também?
Definitivamente. Na opinião de um músico, as guitarras são melhores, os vocais são os melhores, a bateria e o baixo, tudo soa maravilhoso. Está tudo muito bom.

As letras e os temas das músicas do CD, seguem essa maturidade?
Tem muitas músicas sérias nesse disco, comparado a tudo que já fizemos no passado.

Estilisticamente falando, você acha que o Dirty Work vai satisfazer os fãs que preferem suas coisas mais antigas, como Put Up Or Shut Up, The Party Scene (até mesmo So Wrong It's Right)?
Eu gosto de dizer que Dirty Work é uma mistura dos nossos discos antigos com as nossas coisas novas. Acho que todo mundo vai ficar feliz. E também vai atrair novos fãs. Isso vai atingir uma audiência muito maior do que nosso último disco.

No momento, vocês tem algum plano de lançar algum single do próximo álbum? Já sabe quando ele sera lançado?
Absolutamente. Nós apenas não decidimos qual será o single, ainda. Nós vamos lançar o single antes do álbum.

Depois da turnê Small Package, a banda terá uma pequena folga antes de ir para o Brasil, e antes de ir para a Europa. O que vocês estão visando, agora que a banda está se tornando global?
Nós gostamos de nos considerar uma banda global e uma das coisas que eu adoro nisso, é que nós criamos uma base grande fãs lá. (No Reino Unido). Isso será, eu quero dizer, nossa décima vez como atração principal em uma turnê no Reino Unido. Nesse ponto, nós temos uma base de fãs tão grande que eu acho que é seguro dizer, que nós somos maiores em algumas partes do Reino Unido do que somos nos EUA, o que é maravilhoso. Os jovens ficam tão animados quando vamos pra lá. E também será a primeira vez, em algum tempo, que o Yellowcard vai pra lá, então vai ser bom dar uma volta com eles.

Todos sabem que os fãs brasileiros tem uma reputação de serem um pouco obsessivos com as bandas de pop-rock, pop-punk que eles gostam, em que All Time Low está incluído. Alguma preocupação quanto a turnê?
De um ponto de visto de fã, não. Não temos nenhuma preocupação. Eu não acho que tenhamos fãs como John Lennon, que tentariam nos matar ou algo assim. De um ponto de vista do país, eu acho que estamos um pouco nervosos, porque não sabemos muito sobre a América do Sul, nós nunca fomos para lá. Nós provavelmente teremos algum tipo de seguranças conosco, apenas para ter certeza que nós não vamos parar em becos, comprar crack de alguma prostituta, ou tomar um tiro, apanhar, ser estuprado ou sequestrado. E várias merdas assim que nós sabemos.

Teve algum momento da carreira de músico, que vocês tiveram que dar um passo para trás e repensar as coisas?
É por isso que eu amo voltar para casa. Toda vez que eu estou em casa, é como voltar para o mundo real.

Ultimamente, o que você gostaria que as pessoas aprendessem ouvindo All Time Low?
Apenas aprender a deixar as coisas ruins da vida pra lá e se divertir. Não se estresse com coisas pequenas e tenha certeza de que você está aproveitando sua vida o máximo.

* A primavera nos Estados Unidos corresponde ao outono no Brasil.



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