![]() |
All Time Low Sonhando AltoData: Edição de AgostoFonte: Rocksound Tradução: Marcela Avanzi Ou você gosta ou odeia eles, mas não tem como negar que esse quarteto de Maryland são tão honestos quanto parecem. Como a Rocksound pôde descobrir... "Nós somos a banda mais engraçada que vocês já entrevistaram?" Rock Sound está no ônibus de turnê do All Time Low por 45 minutos conduzindo uma entrevista que tem sido, na maior parte, de coisas normais. Nós fazemos uma pergunta, eles respondem. Suas respostas não são pequenas, mas elas não são particularmente reveladoras também. Eles são divertidos às vezes, mas engraçados de rir alto ocasionalmente. São negócios como sempre, mas um show um pouco decepcionante para uma banda que a reputação foi construída sobre personalidades grandes o suficiente para impulsioná-los para o estrelato. É o vocalista Alex Gaskarth que fala mais, e ele mantêm um comportamento serio quase todo tempo. O próximo na lista em termos de utilidade é o baterista Rian Dawson, que é o único membro do ATL que transmite calor e uma atitude acolhedora. Ele é amável, ele é doce e ele passa que quer que você se sinta confortável. É na verdade o guitarrista Jack Barakat, que claramente vê seu papel como o de palhaço da banda, quem providencia um pouco de "diversão" que o ATL nos pediu. Ele é um louco ok, mesmo que metade do que sai de sua boca não faça sentido nenhum, até mesmo para seus companheiros de banda ("Eu juro por Deus!" Alex exclama. "Jack nem escuta as perguntas da entrevista - ele só tem uma reserva de frases prontas na sua cabeça e as solta aleatoriamente.") Dados todos os fatores acima, para a banda perguntar no final de nosso cronometrado tempo junto se eles são a banda mais engraçada que nós já entrevistamos, bom, está longe de ser verdade. Nós não podemos fazer nada, se não deixar escapar um provavelmente brusco "não". "Bom, quem é então?" eles querem saber, como se fosse uma competição (e uma que eles não esperavam perder). Você sente que já foi dito que o All Time Low é hilário tantas vezes, que ou eles esqueceram como ser hilário ou só estão tendo um dia ruim, mas o quanto hilária pode verdadeiramente ser em outra entrevista? Não cometa nenhum erro quanto a isso, esse quarteto de Maryland são o que está bombando no momento. Caso você não tenha ouvido ainda, o ultimo álbum deles 'Nothing Personal', estreiou em quarto na US Billboard 200 e, depois de um ano e quase constante turnês internacionais e uma criação de base de fãs, o ainda não nomeado sucessor que está na meio caminho escrito pela banda, está sendo preparado para fazer ainda melhor quando for lançado no inicio de 2011. Hoje, o All Time Low está na ensolarada Los Angeles, em meio a uma viagem através da America co-comandando o Bamboozle Roadshow, ao lado de uma variedade de bandas incluindo Good Charlotte, Forever The Sickest Kids, Boys Like Girls e, bizarramente, os veteranos californianos Third Eye Blind e - em algumas datas - Hanson. É uma corporação ("trazido a você pela Coca Cola"), uma relação um pouco sem sentimentos e até as bandas estão desapontadas pelo preço auto do ingresso de 40 dólares que está sendo cobrado de seus fãs. "Até a Warped Tour é mais barata que isso. Essa turnê tem sido um desapontamento quando se fala em expandir nossa coleção de sutiãs," nota Rian, com a língua pousando para fora da boca, e fazendo referencia a grande coleção de roupas de baixo que eles tem colecionado depois de shows, durando os anos de palco do ATL. "O problema é que eles gastam todo o dinheiro no ingresso pra essa porra de show, então eles não podem bancar um sutiã também." Verdadeiramente, Bamboozle não tem sido fácil para essa banda normalmente imperturbável. No Sábado, 29 de Maio, fora de Dallas, eles ganharam um banimento de cada um dos parques Six Flags do país, depois de protestarem contra o spray pimenta usado em três de suas fãs pela segurança zelosa demais. Como resultado eles estão perdendo três dadas na turnê e nunca mais poderão entrar em um Six Flags de novo. "Eu acredito no fato de que o que aconteceu foi completamente idiota e eu acho que fiz a coisa certa," aponta Alex. "Pelo o que eu entendi, algumas crianças entraram em uma briga por uma camiseta que foi jogada na platéia. O oficial que usou o bastão neles disse que ele temia por suas vidas e achou necessário fazer isso para separá-los." "Bom lugar para montanhas russas, péssimo lugar para show de rock," diz Jack com um sorriso amarelo. "Isso foi no meio da nossa apresentação," o vocalista continua. "Eu achei que [algumas] crianças tinham apenas caído e talvez se machucado, então nós dissemos a todos para de acalmarem. Aquilo continuou ficando mais barulhento e no final da apresentação, quando chegamos ao ultimo acorde, todos invadiram o palco. Foi ai que tudo ficou confuso. Ninguém se machucou durante essa parte, ao contrario dos relatórios. Depois de tudo, eu corri até alguns dos jovens que foram atacadas e aquilo me irritou. Eu estava aborrecido com o fato que qualquer um faria isso com um monte de jovens em um show para todas as idades. Foram um garoto e duas pequenas meninas, de 14 ou 15 anos. Então, quando ainda tinham [muitas] pessoas no palco, eu fui e expressei meu descontentamento sobre as ações do parque..." "Usando muito a palavra 'porra', " interrompe Jack. "Nesse ponto, eu não me importo," continua Gaskarth seriamente. "Nós nunca mais vamos tocar no Six Flags de novo. É nisso que tudo acaba. Eles não nos querem de volta e nós não queremos ir. Não é o ambiente certo para nossos shows ou para os nossos jovens, e nós não vamos colocar nosso público lá de novo." É assim que os meninos de 22 anos do All Time Low se referem ao seus fãs - como se eles fossem apenas jovens. E é claro, que não importa o que você pense sobre a banda, eles definitivamente se importam de verdade com seus fãs. Todos os dias nessa turnê eles fizeram dois encontros com membros do fã clube e outros que foram ao show. A banda arrastou uma mesa de ping-pong para fora do trailer deles uma vez por dia para esse propósito porque uma partida de tênis de mesa deixa o humor melhor quando eles estão conhecendo seus fãs. Como Jack diz: "Lagrimas são comuns, gritos são comuns..." Essa tarde, antes do show no palco principal, a banda tocou um pequeno acústico dentro de uma pequena tenda da Coca Cola que fica entre varias tendas de venda no estacionamento da arena. Apesar do fato que a tenda só suporta 35 pessoas, o ATL pessoalmente faz questão que todos os membros de seu fã clube que estão lá entrem dentro dela antes que qualquer outro. É esse comportamento que explica o desorientado nível de sucesso. Durante seus shows um tumulto é feito entre fãs tentando passar pela porta para entrar e grandes seguranças bloqueando a entrada. No final da musica, Alex olha pasmo. "Nós não podemos ir a qualquer lugar sem um desfecho tumultuado?" ele pergunta. É uma questão justa nesse ponto. All Time Low pode parecer e soar como qualquer outra banda pop-punk para muitas pessoas, mas a devoção que eles têm de seus fãs chega a ser assustadora. Kate e Sydney, ambas de 18 anos, ambas de San Diego, viajaram para LA hoje especialmente para ver o ATL. Elas estão vestindo camisetas feitas em casa com parte de musicas e os nomes dos membros da banda. "O que acontece com o All Time Low é que eu não tenho uma musica favorita, é isso é realmente anormal," diz Sydney. "Se eu tentar escolher, eu não consigo. Sempre tem outra musica ainda melhor. Elas tocam você em lugares que você nem imaginava existir. Você sente como se eles cantassem palavras que você quer dize mas não sabe como." "Eu adoro o senso de humor deles, eu acho eles hilários,"Kate concorda. "eu amo as letras deles - eles são tão pra cima. É um sonho meu conhecer eles, mas meu sonho absoluto seria escrever uma musica com o Alex." Kate pode estar para ter uma chance, dada pelo bem documentado carinho de Alex para "co-escrever" com pessoas que não estão em sua banda. Para o próximo álbum, Alex está trabalhando com Mike Green. "Ele fez o primeiro álbum do Paramore," Alex nota. "Ele realmente me impressionou com a produção do álbum do Set Your Goals também, então eu acabei vindo para cá [LA] escrevendo um monte de musicas com ele e decidindo que ele era o cara certo para fazer musicas e gravar com. Neal Avron - que trabalhou em alguns dos nossos álbuns favoritos, como 'Ocean Avenue' do Yellowcard e 'From Under The Cork Tree' do Fall Out Boy - está atualmente mixando aquela metade de nosso álbum, e nós ainda estamos no processo de término do nosso álbum com Matt Squire, com quem nós fizemos algumas musicas junto e que temos que voltar e terminar depois dessa turnê." "É interessante," diz Rian. "Recentemente co-escrever tem tido uma batida ruim, como se não fosse a sua banda se você fizesse isso. Mas é isso que todos os produtores fazem." "Não tem sido sobre sair e encontrar esses escritores de musicas, porque eu acho que nós quatro somos inteiramente capazes de escrever musicas," Gaskarth esclarece. "Tem sido mais sobre ter o produtor presente quando estou escrevendo. É bom ter uma opinião objetiva sobre você. Forçar você a crescer como um compositor. Todos os produtores têm uma entrada e eu acho, tecnicamente, que isso é escrever, então eu chamo isso de co-escrever. Outras pessoas só chamariam isso de produzir." "Eu não me importo se nós não conseguimos nada com isso," ele continua. "Eu estou confortável com isso porque nós escrevemos musicas. Em momento algum alguém nos deu uma musica e disse 'Aqui está, não mude ela, não toque nela'. Nunca. Nós nunca faríamos isso." Com a controversa de co-escrever acontecendo, e uma pequena audiência histérica jovem, eles já se preocuparam com sua credibilidade? "Porra, não," afirma Alex firmemente. "Nós nunca pensamos sobre credibilidade. Nós não nos preocupamos com essas coisas. Talvez seja essa a diferença entre nós e as outras bandas do gênero - quando você começa a se preocupar, isso afeta quem você é; o que você faz. Você acaba se vestindo como outra pessoa. Credibilidade é um conceito ridículo que faz com que você mude quem você é como pessoa. E você sabe o que mais?" Ele se empolga agora. "A pessoa que pensa que você é a pessoa mais convincente no mundo será a primeira pessoa a achar que você esgotou. Pense em quantas portas se fecham quando você pensa 'Eu sou convincente o suficiente?' ou, "Eu faço turnês suficientes?'" "Nós passamos tempo o suficiente na van?" o baixista Zack Merrick joga com desprezo. "É," concorda Alex. "´É ridículo." All Time Low está feliz em admitir que eles se classificam como pessoas de negocio. Jack e Alex recentemente investiram no ramo de rede de bares de Pete Wentz em Los Angeles, Angels & Kings (depois do show de hoje, é lá que eles vão estar bebendo). Jack, Zack e Alex têm cada um uma linha de roupas ou são afiliados com especificas marcas de roupas (incluindo Kill Band e Glamour Kils). "É, nós somos absolutamente pessoas de negócios," diz Alex. "E Alex é uma das pessoas que trabalha mais duro nesse negocio," coloca Zack. "Essa banda não estaria onde está se não fosse por Alex." Você considera estar numa banda um negocio? "Alguns aspectos disso, sim," diz Alex encolhendo os ombros. "Se você tentar e fazer de tudo uma carreira, isso começa a ser um negócio. Mas esse negócio - estar em uma banda - é um dos quais eu me sinto sortudo de ser parte. Esse é o melhor emprego do mundo." Onde vocês querem estar daqui um ano? "Tomando banho em dinheiro," Zack diz, não inteiramente brincando. Então esse é o All Time Low. Eles se importam com as pessoas que gostam de sua banda, eles se importam em fazer decisões certas para seus negócios, e eles se importam em ter diversão enquanto isso dura. Eles são as pessoas mais engraçadas do mundo? Não. Isso importa? Não. Contudo, eles são honestos? Certamente sim. Essa é a razão pela qual os amam tanto e é a razão que todo mundo os despreza tanto. Eles têm tudo aquilo que outras bandas deixam escondido - investimentos em negócios, decisões coletivas, ambições ousadas - eles colocam tudo na mesa. Amem eles ou odeiem eles por isso, você tem que dar adereços a eles para uma divulgação completa. "Sim, nós temos um plano de carreira," admite Alex. "Eu acho que o jogo final é ser uma das maiores bandas do mundo, mas dentro disso, dia a dia, é só como 'Vamos ver o que acontece...'" "É como um programa de TV improvisado," oferece Jack. "É," concorda Alex. "Você sabe como quer que seja o resultado final, mas como você chegará lá você que escolhe." 01. THE JOHN DALY Rian: "Alnold Palmer foi esse golfista que realmente amava essa bebida, que é metade limonada e metade chá gelado, então essa é bebida é uma Arnold Palmer. John Daly é um renomado jogador de golfe alcoólatra, então John Daly é metade limonada e metade chá de vodca doce - e essa vodca é tão deliciosa que você poderia beber ela pura." 02. CAPTAIN AND DIET Rian: "Esse é meu coquetel favorito. Capitão Mogan Silver - então basicamente uma versão mais legal do Rum Capitão Morgan - com Coca Diet. Simples. Masculino... assim como eu. Gelado, quente, uma combinação." 03. MARGARITA Alex: "Eu sou um grande fã da margarita. Eu amo tequila, então faz sentido. Você pode fazer isso no clima quente." 04. WHISKEY Zack: "Whiskey é meu favorito. Escocês ou Irlandês? Eu gosto dos dois. Seguido de um cigarro." 05. GIN E TONICA Jack: "É, esse é o meu favorito. Dez deles. Essa é a bebida dos homens bravos? Isso explica muito..." Alex: "Nós temos um pote de doce guardado por bonecos de ação do Star Wars. Isso acontece mais do que você poderia imaginar, e nós ficamos com os bonecos. Nós também pedimos um filhote para poder brincar." Rian: "Com o filhote, muitas vezes o produtor ou alguém que o produtor conhece vai ter um filhote e nós pedimos para ele ser trazido para o ônibus. Nós gostamos muito disso. Você pode ver a coisa do filhote acontecendo no nosso DVD ['Straight To DVD' disponível agora]." Jack: "Eu não acho que já nos deram os bonecos velhos do Star Wars, apesar de tudo. Eles são todos bem novos." |