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Entrevista com Alex Gaskarth
Data: 08 de Fevereiro de 2010
Fonte: Alter The Press
Tradução: Gabriela Rotta

Antes de esgostarem o show na London Camden Roundhouse, a Alter The Press! Foi sortuda o suficiente para sentar com Alex Gaskarth, do All Time Low para uma profunda entrevista.

Alex falou para ATP sobre crescer no Reino Unido, "Nothing Personal" chegando ao 4º lugar dos charts da Billboard, como estão lidando com o sucesso, ganharem o rótulo de "Blink-182", assinar com a Iterscope Records, novo material, construir um fosso em volta de sua casa e mais.

Como se sente ao estar de volta ao Reino Unido?
Demais, tem sido incrível e eu amo isso aqui. É uma pena a turnê ser tão curta, porque acaba em dois dias. A garotada tem sido demais, as reações tem sido ótimas; nós temos feito muitos programas de rádio por aqui. Temos tido muito trabalho, o que é bom.

Você nasceu no Reino Unido, não nasceu?
Sim. Eu nasci em Harlow e morei em Toot Hill, em Essex. Morei lá até os seis anos, aí mudei para os Estados Unidos. Meu pai mudou de emprego, mas eu costumava voltar e visitar a família regularmente. Eu não ia muito para Harlow porque a maior parte da minha família está em outro lugares, como no País de Gales e no Norte.

Deve ser ótimo quando você toca aqui, toda sua família pode ir e te ver nos shows.
É, teve bastante gente da minha família em Manchester ontem e Newcastle, então tem sido bom para nos reencontrar.

Falando brevemente em 'Nothing Personal', 4º lugar na Billboard Americana, 22º no Canadian Album Chart. Qual foi sua primeira reação a isso?
No começo, eu fiquei chocado. Ninguém esperava que isso fosse acontecer; nenhum de nós imaginou que isso poderia chegar nesse ponto. Haviam previsões de que entraríamos nos Top Dez dos EUA, ou algo assim, mas ficar em 4º lugar foi muito legal e isso diz muito sobre nossos fãs e como eles são impressionantes.

Pensando no estado que está a indústria da música nos dias de hoje, considerando que muitas pessoas compraram o álbum; você deve pensar em quantas pessoas tem ele ilegalmente?
Isso é definitivamente meio louco, mas é natural dessa indústria agora. Pra mim, é algo que você tem que engolir e aceitar. Contanto que as pessoas tenham o álbum e vão aos nossos shows, eu não me importo realmente.

Em referência a isso, por exemplo, Strike Gently.com é um site popular que posta links de álbuns novos, filmes e etc. e são conhecidos por zombar o All Time Low, mas eles os elegeram como banda favorita de 2009!
Foi uma surpresa engraçada ver isso. Eu sempre tentei zoar esse site, mas eu entendi o que eles estavam fazendo e achei isso divertido. Isso não me estressa, até me faz rir. Eu apóio o que esse site faz, ele com certeza burla algumas regras, mas é a natureza da indústria agora, a mídia vai vazar. E eles pedem para as pessoas saírem e apoiarem as bandas.

Como você tem lidado com o sucesso da banda?
Você se adapta. Com certeza é estranho quando as pessoas ficam histéricas, mas eu não acho que nós nos consideramos famosos ou algo assim. Eu acho que é um balanceamento se manter fundamentado e poder lidar com toda a carga de trabalho, a medida em que isso aumenta porque, quanto mais a banda cresce, mais coisas você é obrigado a fazer. É realmente sobre querer fazer isso. Isso é sobre o que a paixão é, não é como uma pequena ocupação. Nós ainda podemos sair em público, mas depende... tipo, se for um dia de show e todas os jovens estão na cidade, é muito difícil sair por aí, depende de onde estamos. Por exemplo, Nova York, uma cidade com uma grande população comparada com Nebraska. Se eu for abordado na rua é mais lisonjeiro que qualquer outra coisa.

Isso me lembra da música do Good Charlotte, 'I Just Wanna Live'.
É, pode ser meio invasivo, mas na maior parte do tempo, as pessoas são educadas com isso.

Mas em um exemplo raro você teve a situação onde, recentemente, uma garota pagou pra achar o endereço da sua casa, esperou fora dela, tirou foto dos seus cachorros pelas janelas e depois disso, bateu na sua porta pedindo uma foto com você.
Isso me deixou um pouco bravo. Isso, no meu ponto de vista, é passar dos limites. Eu acho que as pessoas esquecem que somos humanos e você esquece que não faria isso com qualquer pessoa. É tipo 'Por que você faria isso com um de nós?'. Isso definitivamente passou dos limites, me enlouqueceu um pouco, mas jovens fazem coisas absurdas. Eu acho que ela aprendeu com o erro, baseado nas broncas que ela recebeu dos outros fãs online. É mais uma dica pra abrir os olhos para o que é possível acontecer, se a banda continuar crescendo e tiver o mesmo sucesso. Mas, de novo, você não pode viver sua vida atrás de paredes. É um risco, mas não vai afetar minha vida, eu não vou viver como um eremita.

E construir um fosso em volta da sua casa.
Exatamente, eu pensei nisso! Provavelmente é muito caro! Eu posso cavar sozinho, foda-se.

Desde que a banda começou vocês tem recebido o rótulo de tentar imitar o estilo do Blink 182 nos seus shows. O que você pensa sobre isso?
De um certo modo, eu diria que estão certos. Essa banda cresceu na geração de bandas pop-punk anteriores e elas foram nossas influências. Claramente é o que essa banda é impulsionada por esse estilo de música. As bizarrices que você vê no palco, nós não fingimos aquilo e muitas pessoas pensam que é algo que premeditamos e realmente não fazemos isso. Nós quatro somos só uns babacas nos divertindo juntos, se você ver nós quatro em um quarto juntos, é só química. Todo mundo age ridiculamente e eu acho que é a mesma coisa que aconteceu com Blink. Eu acho que eles eram melhores amigos na época, que gostavam de ultrapassar os limites do que podiam dizer, pra crescer, e é exatamente o que estamos fazendo. Isso acontece porque nós gostamos dessa banda e somos criticados por fazer algumas coisas que eles fazem.

Voltando ao que você estava falando, sobre ultrapassar limites do que pode dizer pras pessoas, pra crescer. Na América, por exemplo, pais tentando encontrar alguém/algo para culpar por seus filhos estarem com problemas... você já teve algum problema com pessoas reclamando sobre suas brincadeiras no palco?
Isso com certeza aconteceu. Nós pensamos sobre isso antes, e eu recebi e-mails de pais bravos, mas o que eu falo pra eles é que sempre fizemos isso, essa tem sido nossa banda desde o começo. Eu acho que no último ano, nosso público ficou mais jovem e isso abriu a porta para as crianças se separarem dos Jonas Brothers e eles estavam tipo 'Oh, essa banda é um pouco mais real' e eles gostaram mais do som, com essa atitude mais rebelde ou o que quiser chamar. Quer dizer, nós acabamos tendo muitos fãs mais novos, mas não vamos deixar nosso show direcionado a isso. Nós sempre temos a mesma mentalidade. Às vezes nós nos empolgamos demais, mas é como qualquer outra coisa, se você tem uma filha de 12 anos que quer ir ao nosso show, como pai, é sua responsabilidade filtrar isso. Você não os deixaria ver um filme que não aprovasse, é a mesma coisa.

Isso é o que vem com o pacote All Time Low, você sabe o que esperar. Se não gosta, não vá ao show.
Exatamente, é como eu me sinto sobre isso. Se você se ofende facilmente, não apareça.

Algum plano pra outro single?
Sim. A Radio One (Estação de rádio do Reino Unido) estreou 'Lost In Stereo' como single e o vídeo deverá vir logo mais. Ele está passando por duas edições, baseadas no conteúdo do vídeo, que não é apropriado para a TV. Essa música é o próximo single, vai sair em Março, mas a Radio One está tocando e querendo fazer sair antes.

Vocês oficialmente assinaram com a Interscope Recods para o próximo álbum em diante. Por que a mudança da Hopeless?
A Hopeless tem sido ótima para nós e queremos que as pessoas saibam disso, mas como uma gravadora independente, eles não podem fazer tudo pela nossa banda. Nós lançamos o EP e dois CDs inteiros pela Hopeless e achamos que alcançamos o ponto máximo com uma gravadora independente. Não há mais pra onde crescer com a Hopeless, então mudamos para a Interscope. Sendo uma grande gravadora, eles tem mais recursos pra fazer nossa banda crescer do que a Hopeless.

Jack (Barakat - guitarrista) postou no Twitter dele que vocês tem feito demos de músicas novas. O que pode nos contar sobre o material novo?
Posso te falar que é parecido com o 'Nothing Personal', mas estou tentando sair um pouco do pop e focar mais no rock dessa vez. Eu diria que as músicas estão saindo como em 'Nothing Personal', com esteróides. Não tenho tido tempo suficiente pra começar a escrever em um novo jeito mais obscuro, mas eu diria que é um pouco mais desenvolvido que o 'Nothing Personal'. Nós evoluímos a cada álbum.

Algum título de música?
É tudo experimento, mas eu tenho uma música chamada 'Jennifer', que já está terminada. E 'Where I Belong'. Essas são as duas que eu posso falar.

Vocês estão começando a diminuir o ciclo do 'Nothing Personal'?
Um pouco. O álbum ainda tem alguns passos pra dar, não importa se fizermos o álbum novo mais cedo ou mais tarde, não vamos lançá-lo por enquanto, nós ainda vamos trabalhar no 'Nothing Personal' a maior parte desse ano provavelmente. Eu acho que o CD tem capacidade pra isso, acho que ainda tem algumas músicas que podem virar clipes/singles.

Quais são os planos pra depois dessa turnê?
Nós vamos para a Europa Continental, depois Austrália para o Soundwave Festival e depois voltamos para os Estados Unidos para começar a trabalhar em músicas novas.

Existem planos para outra turnê americana ou no Reino Unido?
Sim. Estamos planejando o resto do ano nesse momento. Eu acho que há uma grande possibilidade de estarmos de volta ao Reino Unido até o fim do verão. Nós adoraríamos voltar para festivais, mas não há nada confirmado. Se isso não acontecer, voltaremos e faremos uma turnê de novo. Com certeza temos planos para turnê nos Estados Unidos no final da primavera/começo do verão, mas os detalhes ainda estão sendo decididos. Isso vai ser notícia de um jeito ou de outro.



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