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All Time Low fala sobre Utah e críticos conservadores
Data: 18 de agosto 2011
Fonte: QSaltLake
Tradução: Marcela Avanzi

All Time Low fala sobre Utah e críticos conservadores


Espertos e sexies, os membros da banda All Time Low têm crescido nos holofotes. Os nativos de Maryland eram de uma gravadora antes de se formarem no colegial, e fizeram turnê com os gigantes do pop-punk Yellowcard, Fall Out Boy, Boys Like Girls e Good Charlotte. O vocalista Alex Gaskarth falou com a QSaltLake sobre seu último álbum, o que esperar em show deles, e como eles responderam as criticas e ao protesto anti-gay da Igreja Batista Westboro.

Dirty Work é um álbum incrível. Eu acho que é uma combinação de alguns de seus sons mais sombrios e ousados com as ótimas músicas sarcásticas que nós crescemos conhecendo e amando com o All Time Low. Isso foi um esforço consciente, e teve alguma inspiração especifica para o álbum?
Absolutamente, um dos grandes desafios com esse algum foi puxar nós mesmo além do pop-punk que nós crescemos dentro e explorar diferentes influências. Nós queríamos realmente voltar para algumas músicas dos anos 90 com que nós crescemos - Green Day de antigamente, Third Eye Blind, Eve Six - meio que incorporar aquilo no novo som, e mostrar algum tipo de desenvolvimento.

Vocês assinaram com a Interscope Records para seu último álbum. Isso tem sido um ajustamento? Bom, foi como sair de ser um grande peixe em um pequeno aquário para um pequeno peixe em um mar cheio de tubarões. Mas a equipe que nós temos realmente apreciava nossa banda e nosso som. Eles nunca fizeram nenhuma tentativa de nos mudar ou de nos levar para uma direção que nós não estaríamos confortáveis em ir. Eles também ajudaram a abrir portas em mercados internacionais e alcançar novos fãs.

Minha faixa favorita do seu último álbum é "Return the Favor", eu acho que isso adiciona uma nova dinâmica natural ao CD. O que você pode me dizer sobre essa faixa em particular?
Essa é uma das minhas músicas preferidas também. Nós estamos indo de Queen encontra Muse que encontra All Time Low. Nós apenas nos divertimos e não soa muito como isso no álbum. Ter o piano joga uma parte pesada na música e adicionar a orquestra deu mais variedade ao som.

Muita conversa tem sido feita sobre a banda estar mais madura e como vocês começaram assim que saíram do colegial, nós fomos capazes de ver vocês crescerem. O que você acha? Como sua musica mudou?
Eu diria definitivamente que ela mudou e amadureceu. Nós éramos apenas garotos que cresceram na cena pop-punk e enquanto crescíamos e mudávamos, a música também mudava. Nossa influência expandiu para o mundo pop e hip-hop, e todos os tipos de música. Muitos gostos estão nos levando para direções diferentes. Isso permitiu puxar nós mesmos para um outro nível.

Como seus fãs mudaram? Eles ficaram velhos com vocês?
Nós temos sido muito sortudos. Nós temos uma base de fãs incrível que cresceu com a gente. Existem pessoas que vinham aos nossos shows quando tinham 17 e 18 anos, e nós continuamos vendo o rosto deles em nossos shows. Nós somos muito agradecidos por criarmos uma imensa comunidade ao redor da nossa banda. Ao mesmo tempo, nossa mudança no som, direção, passo e popularidade trouxe novos rostos do mundo todo. É muito legal saber que nossa base de fãs está se desenvolvendo.

Como vocês acham que tantas pessoas conheceram o All Time Low, mesmo vocês não sendo tão executados em rádios?
É interessante para nós porque nos nunca fomos o tipo de banda que depende de rádios. Esse tipo de banda meio que só é popular enquanto tem uma faixa atual no rádio, e quando não tem nada para tocar, todos esquecem sobre eles. Nós tomamos uma aproximação popular pela internet, fazendo turnês e tem sido um passeio divertido. Esses são os fãs que vão continuar por perto, e não são inconstantes.

Vocês vieram pra Utah recentemente, vocês gostam de tocar para o público de Utah? Tem alguma coisa diferente sobre o publico daqui?
Utah é bem legal. É um dos poucos lugares que nós tivemos um pouco de sucesso na rádio. Nós tocamos recentemente em um festival de rádio. Tem sido bem legal porque nós meio que percebemos uma grande mudança no nosso público. No começo as platéias não sabiam o que fazer com a nossa banda. Mas agora eles entendem a vibe e sentem.

O que seus fãs de Utah podem esperar no show?
Eles podem esperar por um bom tempo, muita energia. Nós somos tudo sobre criar um ambiente que é acolhedor. Vá e esqueça a vida real por um minuto. Venha curtir com a gente e ter uma boa experiência. Nós realmente nos alimentamos da energia da audiência e será apenas um ótimo show.

A lista de pessoas e grupos protestando sobre sua musica é bem grande, incluindo o protesto anti-gay da Igreja Batista Westboro, que levou a um protesto em um dos shows na Filadélfia, como vocês respondem as criticas e ataques?
Nós meio que temos uma aproximação alegre para as coisas. Eu não levo nós mesmos muito a sério. Nossa musica nós levamos a sério, mas nós mesmos, não. Nós não necessariamente assinamos o estilo de vida conservativo. Esses grupos estão nos procurando para dizer algo de volta. Eu desprezo grupos como aquele e normalmente eu não dou nenhuma atenção a eles porque o que eles realmente querer é estar na imprensa. Foi somente quando eles foram a um de nossos shows que nós nos movemos para dizer alguma coisa.
Aquele tipo de grupo e ódio certamente não é bem vindo aos nossos shows. Não é um bom ambiente. Eu não acho que seja o tipo de mensagem que nós temos que ouvir. Nós temos várias pessoas jovens vindo aos nossos shows e não precisamos desse tipo de ódio lá.

Você tem algum conselho para seus fãs gays jovens na área conservativa?
A coisa maior é ser quem você é. Não deixe que seus próximos tentem e rejeitem você, o que você quer ou quem você deveria ser. Não seja confinado na natureza conservativa das proximidades. Seja verdadeiro com você e não se preocupe com o que os outros pensam.

Algumas últimas palavras para seus leitores da QSaltLake?
Muito obrigada por ler sobre a nossa banda. Nós estamos super animados para tocar e nós esperamos que todos venham nos ver.



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