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Entrevista com Alex Gaskarth
Data: 27 de março de 2012
Fonte: Never Media
Tradução: Alessandra Mockel

All Time Low é certamente uma das bandas de pop-punk mais amadas do mundo. Afinal, se os fãs estão formando filas do lado de fora das casas de show desde as 10 horas da manhã em temperaturas abaixo de zero, apenas para ter a mínima chance de tocar na sua mão, você sabe que deve estar fazendo alguma coisa certa.

Alex Gaskarth (vocal e guitarra), Jack Barakat (guitarra), Rian Dawson (bateria) e Zack Merrick (baixo) começaram a banda enquanto estavam na escola em Maryland, EUA em 2003. Eles eram altamente influenciados por bandas de pop punk do momento, como o Blink 182, e rapidamente a música se tornou a vida deles. "Eu não tinha uma alternativa. Eu realmente não tinha um plano além de fazer esse trabalho. Então eu acho que tenho sorte que isso aconteceu porque eu não sei o que eu estaria fazendo agora" diz Alex.

Realmente aconteceu para a banda, quatro álbuns depois, eles estão tocando em shows esgotados pelo Reino Unido, sem mencionar as incríveis tours pelos EUA e incontáveis aparições em festivais. Mas eles um dia acharam que a banda iria ficar tão grande assim? "Era o nosso sonho, era pelo o que nós estávamos lutando, mas você nunca sabe se algum dia irá se concretizar." diz Alex.
O líder da banda permanece modesto sobre o sucesso deles, "Nós estamos apenas dando passos largos e aproveitando o passeio" ele diz, e não há um fim em vista ainda. "O objetivo final seria apenas continuar fazendo isso a um nível profissional. Eu não acho que qualquer um de nós queira desistir. Nós, obviamente, gostaríamos de continuar a subir, tocar em locais maiores e para maiores plateias e sermos atraentes para mais pessoas."

Eles percorreram um longo caminho de ser uma banda no ensino médio e Alex sente que a música deles também amadureceu. "Nós definitivamente crescemos como músicos e artistas e mudamos muito. Eu acho que nós começamos como garotos tocando músicas pop punk e imitando o estilo de bandas que nós ouvíamos naquela época. E eu acho que agora nós temos um pouco mais de conhecimento e um sentido mais amplo de composição, então eu acho que agora é que vocês estão percebendo um pouco mais de quem o All Time Low realmente é."

O que o All Time Low "realmente é" pode ser encontrado no ultimo álbum deles o "Dirty Work", o primeiro lançamento deles desde que assinaram com uma gravadora maior, a Interscope Records. "Com o último álbum, nós meio que perseguimos sons diferentes. Nós fomos para algo mais fora da esfera do pop punk em algumas músicas. Isso foi muito divertido, foi algo novo para nós. Mas eu não sei o que nós iremos fazer a partir daqui. Eu acho que seria legal voltar para o que o All Time Low faz melhor, que são duas guitarras, baixo e bateria," diz Alex. A banda está planejando trabalhar em novo material mais tarde ainda esse ano, mas nós do Nerve nos encontramos com eles no meio da turnê pelo Reino Unido, que teve o apoio de duas das bandas crescentes de pop punk, o We Are The In Crowd e o The Maine.

Certamente houve uma pequena onda de novas bandas de pop punk ultimamente, algo que não passou despercebido pelo All Time Low. "Eu acho que houve um ressurgimento na música do rock no geral. Eu acho que a volta do Foo Fighters e o Blink 182 se reunindo novamente tem muito a ver com isso. Isso está mostrando às bandas que eles não estão mortos, ainda tem um mercado para isso lá fora. Eu acho que todo mundo ficou com medo em pensar que a única coisa em que se estava trabalhando era o eletrônico. Nunca é este o caso, sendo o rock de primeira linha ou do outro lado, nunca vai se acabar. Eu acho que isso vem em ondas."

Mas o ATL não é assustado pela concorrência. "Tem um monte de merda sendo falada por ai, mas não realmente sobre nós. Nós nunca realmente ficamos envolvidos nisso. Nós tentamos evitar. Nós só estamos nos divertindo fazendo o que fazemos," confessa Alex.

E se divertir é algo pelo qual a banda é conhecida. A reputação deles de uma banda festeira tem se desenvolvido ao longo dos anos, mas o Alex insiste que não é um comprometimento de 24 horas. "Nós gostamos de nos divertir. Nós percebemos que estamos em uma posição única então nós realmente aproveitamos, mas nós nos mataríamos se festejássemos 24/7. Então é basicamente em nível normal." Mas quando eles bebem demais depois ou antes dos show no ônibus da turnê, a cura para a ressaca do Alex são "bananas, morangos, água e coca-cola diet." Rock 'n' roll!

Mas não são apenas os membros da banda que gostam de se divertir na turnê. Na verdade, não são apenas os membros da banda que gostam de fazer performances também. Os shows ao vivo do All Time Low tem tido varias aparições dos Crew Fighters, um ato de tributo ao Foo Fighters feito de membros do ATL e a equipe deles. "Foi algo que foi acontecendo nas passagens de som, porque na maior parte do tempo nós, a banda, não aparecemos. Nós estaríamos fora fazendo algo como entrevistas de rádio ou apenas não aparecendo. Então a equipe começou a se juntar e tocar músicas do Foo Fighters e então eles pensaram 'Vamos realmente aprender essas músicas e tocá-las' Então eu acho que agora eles tem 9 ou 10 músicas. Então o Matt, nosso empresário de turnê, ou eu iremos cantar, dependendo se eu estou lá ou não."

O Crew Fighters não é a única aventura da banda em outras coisas. Três membros da banda já desenharam camisetas para a Glamour Kills. Alex tem uma linha chamada "A.W.G.", o Jack tem a "JAGK" e agora o Rian desenhou uma camiseta chamada "The Dawson". "A banda sempre foi envolvida com a Glamour Kills. Eles nos patrocinaram no começo porque nós meio que começamos a companhia juntos. Mas lançar nossas próprias linhas foi algo que aconteceu apenas porque era possível, então nós pensamos 'porque não?' A do Rian foi engraçada porque a dele foi meio que uma piada sobre como ele sempre pensa que não faz as coisas simples o suficiente. Então ele escolheu a camiseta preta assinada. Jack foi o primeiro a fazer. Eu acho que ele só estava seguindo os passos do Pete Wentz (baixista do Fall Out Boy que começou uma companhia de roupas chamada Clandestine Industries). Ele queria fazer a linha de roupas e ver como iria. Eu estou mais para a marca. Eu não ligo necessariamente para se é uma camiseta ou um jeans ou o que for. Eu só acho que a música se amarra tanto em um estilo de vida que os dois andam juntos muito bem e eu acho que se você tiver qualquer tipo de impacto nas pessoas musicalmente você consegue fazer isso em algo mais. Em uma cultura, em uma sub-cultura. Então essa meio que foi a abordagem para mim".

Mas a linha é uma saída puramente criativa ou tem uma motivação financeira também? "Eu estaria mentindo se dissesse que não. Pessoas compram camisetas. É definitivamente para mim uma maneira de ganhar a vida. Mas não, era mais apenas porque estava lá e era algo para eu tentar. Tendo ou não a parceria com a Glamour Kills, eu não teria pedido para uma outra companhia, tipo 'Eu quero fazer camisetas' porque eu não ligo tanto para isso. Mas como nós já éramos parceiros com eles, foi apenas algo para fazer".

All Time Low não voltará para o Reino Unido até o verão, e depois de abrir o palco principal no Reading & Leeds ano passado, poderia haver uma vaga ainda maior em um grande festival nas cartas da banda? Fique atento a este espaço.



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